A obesidade vem ganhando atenção em todo o mundo, nas últimas décadas, diante da sua prevalência crescente. Não é um problema só do Brasil, tanto que a OMS (Organização Mundial de Saúde) já considerou o excesso de peso uma epidemia mundial.

Em nosso país os índices são preocupantes, como mostrou um estudo publicado na última semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo a pesquisa, o Brasil encerrou o ano de 2019 com mais de um quarto de sua população adulta na obesidade. No total, 41,2 milhões de brasileiros, ou 25,9% das pessoas acima de 18 anos, eram considerados obesos.

Os pesquisadores constataram que as mulheres são mais atingidas pela enfermidade e descobriram que, entre 2003 e 2019, a proporção de obesos na população com 20 anos ou mais dobrou, indo de 12,2% a 26,8%. A maior prevalência de obesos, no entanto, acontece na população dos 40 aos 59 anos, chegando a 34,4%. Os acima do peso representam 70,3% do País nessa faixa etária.

Ainda conforme o IBGE, a obesidade e o sobrepeso têm crescido de forma preocupante no mundo todo, mas, principalmente, em países de renda baixa ou média, como é o caso do Brasil.

A preocupação com a obesidade não é só uma questão de balança ou estética. Estando acima do peso, o indivíduo está sujeito a complicações sérias de saúde, como doenças do coração e diabetes.

Além disso, estudos científicos vêm mostrando que o sobrepeso e a obesidade são fatores de maior risco para gravidade e óbito por Covid-19, levando à internação hospitalar e até morte, independentemente da idade, sexo e comorbidades.

Considerando o número de pessoas atingidas e a manifestação da OMS considerando a obesidade uma epidemia mundial, é claro que o Brasil está diante de um problema de estado e que necessita de políticas públicas para o seu enfrentamento. E não basta tratar os jovens, adultos e idosos atingidos pela enfermidade. É preciso trabalhar também a prevenção, conscientizando as crianças e os pais.

Este momento em que o Brasil todo vive o clima de campanha eleitoral é propício para que as pessoas pesquisem e questionem seus candidatos a prefeito e vereadores sobre qual a proposta deles para melhorar a qualidade de vida da comunidade, pensando justamente em ações de combate a obesidade.

Você já pesquisou se o seu candidato tem preocupação em oferecer oportunidades para que os munícipes encontrem facilmente locais públicos para se exercitarem? E as unidades de saúde estarão preparadas para receber os pacientes para tratamento e orientação sobre alimentos saudáveis, exercícios físicos e, quando necessário, uso de medicamento ou outro procedimento?

É urgente que o poder público, em suas diversas esferas, faça avançar programas acessíveis e baratos de tratamento e prevenção à obesidade.

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