A última fronteira no Brasil contra a Covid-19 caiu. O município de Cedro do Abaeté, na região central de Minas Gerais, registrou no último fim de semana os primeiros dois casos da doença. Assim, o vírus já contagiou moradores dos 5.570 municípios brasileiros.

A notícia de que a pequena cidade mineira, com 1.157 habitantes, registrou dois casos de Covid chega a público em um momento em que a discussão sobre a vacina é bastante efervescente. Enquanto a Europa e os Estados Unidos começam a imunizar sua população, especialistas em saúde pública afirmam que o Brasil perdeu o “timing” da vacina.

Nesta segunda-feira (14), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu ao ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal) uma liminar para obrigar o Ministério da Saúde a comprar vacinas já aprovadas no exterior, mas ainda não registradas na Anvisa.

No domingo (13), Lewandowski havia dado 48 horas para o Ministério da Saúde informar uma previsão de datas para o início da vacinação. Em vídeo, o secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, afirmou que o plano de vacinação, já entregue ao STF, ainda não tem datas porque não há vacinas aprovadas no Brasil.

É justamente contra esse argumento que a OAB pede uma providência do Supremo. No pedido, a entidade diz que a ausência de registro do imunizante na Anvisa tem sido utilizada como “subterfúgio”, pelo governo federal, para não apresentar um plano detalhado de vacinação da população brasileira. O novo coronavírus é perigoso e contra ele é preciso agir rápido.

Apesar do aumento de casos no hemisfério norte, obrigando países a adotarem um lockdown rigoroso, as notícias sobre a vacina que chegam do exterior são otimistas. Diferente do Brasil, onde a falta de planejamento é visível.

É claro que a imunização não será a resposta definitiva para acabar com o coronavírus no planeta. Também não é garantia que a vida voltará, imediatamente, a ser como era antes da pandemia. Mas é a primeira esperança de vitória contra o vírus.

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