O tema que prende atenção do mundo desde a última terça-feira (3), a confusão em torno do processo eleitoral dos Estados Unidos, tornou evidente as consequências da polarização política acirrada. O Brasil, que tem eleições municipais no próximo domingo (15) e presidenciais em 2022 acompanha com cuidado o que acontece nas terras do Tio Sam. É possível projetar possíveis conflitos políticos e jurídicos que poderão acontecer por aqui?

O republicano Donald Trump, que tenta a reeleição, coloca em dúvida a legitimidade do processo eleitoral dos Estados Unidos e por aqui o presidente Jair Bolsonaro também já mostrou que desconfia da confiabilidade das urnas eletrônicas e defende o voto impresso como um tipo de segurança contra fraude.

A apuração dos votos nos EUA e os ataques de Trump às instituições democráticas americanas têm provocado reações de lideranças de vários países. Chama atenção a declaração do ministro das relações exteriores da Alemanha, Heiko Maas, pedindo moderação dos dois candidatos que disputam a presidência, Trump e o democrata Joe Biden, e mandando um recado bem sútil: “Perdedores decentes são mais importantes para o funcionamento de uma democracia do que vencedores brilhantes".

Não é difícil entender por que o mundo se preocupa com o resultado das eleições dos Estados Unidos, pois estamos falando da maior potencial mundial. Enquanto assiste ao lento e complexo processo de apuração americana, o Brasil prepara o seu processo para que tudo esteja funcionando bem no dia 15 de novembro.

Nesta edição, a FOLHA traz uma entrevista com o juiz diretor do Fórum Eleitoral de Londrina, Luiz Valerio dos Santos. Ele garante que tudo foi pensado para propor segurança aos eleitores e mesários que irão participar do processo para que não haja dificuldade nessa essa votação singular, cheia de protocolos sanitários

O juiz explicou o processo bastante rigoroso, transparente, público desde os primeiros testes feitos em agosto em Brasília e fez um apelo para que as pessoas façam suas escolhas de forma consciente, lembrando que ao registrar voto na urna, o eleitor dá uma procuração para o candidato representá-lo nos próximos quatro anos.

Muito se fala em voto consciente, mas é claro que não é tão fácil escolher. O eleitor precisa estar atento, conhecer as necessidades de sua cidade e as propostas que podem contemplar essas necessidades. Lembrando que é o voto democrático e consciente que iguala todos os cidadãos em torno de um objetivo: melhorar a sua cidade, estado ou país.

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