A pandemia do novo coronavírus provocou muitas mudanças no cotidiano de pessoas do mundo todo e provavelmente as novas formas de trabalhar e estudar estão entre as mais impactantes.

A Covid-19 acelerou os projetos de empresas que “namoravam” a tendência do home office e teletrabalho e na pressa de esvaziar os escritórios para evitar aglomeração, os seus administradores perceberam que o espaço ficou grande e o trabalho não perdeu qualidade.

Hoje, como a FOLHA já mostrou em reportagem recente, Londrina vive uma migração de empresas para espaços menores, deixando pra trás grandes escritórios e galpões.

Embora fosse um movimento que já havia iniciado há algum tempo, principalmente em empresas de tecnologia ou prestação de serviços, agora as firmas já pensam sob uma perspectiva de longo prazo e, ao avaliarem os benefícios do teletrabalho e do home office, avaliam manter os trabalhadores nesses sistemas mesmo após o término da pandemia.

A MP 927/2020, que flexibilizava regras trabalhistas para as empresas para enfrentamento dos efeitos da pandemia, previa o teletrabalho. A norma perdeu eficácia no mês de julho, mas em 2017, a Reforma Trabalhista já havia regulamentado o teletrabalho. O artigo 75-b diz que o teletrabalho é caracterizado por prestação de serviços preponderantemente fora das dependências da empresa fazendo uso de TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação).

O home office, por outro lado, que acontece de forma não preponderante, ainda não é regulamentado no País. A diferença em relação ao teletrabalho é que a regra é mais flexível, o trabalho acontece em determinados dias e o empregado tanto pode atuar na empresa quanto fora daquele ambiente.

Se a ordem é modernizar e facilitar, este é o momento mais apropriado para que o governo federal promova a regulamentação do home office. É preciso pensar em agilidade organizacional em todos os níveis e também por parte do poder público, a quem cabe regulamentar as novas modalidades de trabalho. Aceitar a mudança é necessário e pensar em processos é o mais razoável a se fazer agora.

Obrigado por ler a FOLHA!

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