EDITORIAL - Máscaras de proteção: a polêmica da vez


Adriana de Cunto - Grupo Folha
Adriana de Cunto - Grupo Folha

Em meados de maio, o CDC, autoridade federal máxima em saúde nos Estados Unidos atualizou suas recomendações sobre a Covid-19, permitindo que pessoas que já tivessem tomado todas as doses da vacina contra a doença causada pelo Sars-CoV-2  ficassem sem máscara em ambientes abertos.

 

Esses americanos já plenamente imunizados também ficariam livre de manter o distanciamento social. A  nova diretriz só não vale quando há alguma regra específica dizendo o contrário, no caso, leis estaduais ou normas vigentes em locais de trabalho. 


Um prêmio para os moradores de um dos países que sofreu com o elevado número de vítimas fatais do coronavírus, mas que fez a lição de casa e, graças a uma logística eficaz de compra, distribuição e aplicação de vacinas, conseguiu imunizar grande parte da população. 


No Brasil, a vacinação avança, em algumas localidades com mais rapidez do que em outras, e o índice insuficiente de pessoas vacinadas com as duas doses faz com que especialistas recomendem a não abandonar as medidas de enfrentamento da doença, como o uso de máscara de proteção, higiene das mãos e distanciamento social. 


Lembrando que o desconhecimento do novo vírus, a indefinição de quanto tempo os anticorpos permanecem no corpo humano, o surgimento de novas variantes e os casos já comprovados de reinfecção continuam acendendo a luz de alerta para que a população continue se protegendo. Na quinta-feira (10), o Brasil registrou 2.344 novas mortes de Covid-19, fazendo com que o total ultrapasse os 480 mil óbitos desde o início da pandemia.


Na opinião de especialistas, o País está ainda longe de uma situação em que o cidadão coloque de volta o rosto ao vento, sem a proteção do acessório. Por isso, causou espanto a informação divulgada na tarde desta quinta-feira (10),  de que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, irá publicar um parecer desobrigando o uso de máscaras para aqueles que já foram vacinados contra a Covid-19 ou já foram contaminados pelo vírus. 


O presidente Jair Bolsonaro, que anunciou a novidade, não explicou quando a norma será publicada e nem deu mais detalhes. Pode ser que esse prazo aconteça mais para frente, quando os cientistas brasileiros derem aval para a revisão das medidas de restrição.  

Por enquanto, a lotação dos hospitais com pacientes graves de Covid e o número crescente de mortos são evidências que o menor problema do brasileiro é sair de casa sem usar máscaras. 


A FOLHA deseja saúde e consciência coletiva a seus leitores!

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