Em meio às muitas atribuições que a mulher contemporânea exerce na sociedade, como a profissional competente, estudante dedicada, cidadã atuante em sua comunidade, existe um papel que permanece central, embora muitas vezes invisibilizado: o de mãe.

Neste Dia das Mães, comemorado no domingo (11), mais do que homenagens protocolares, é preciso reconhecer a grandeza dessas mulheres, de todas as classes sociais e diferentes lugares, que concilia profissão, responsabilidades familiares e afeto com muita coragem, amor e determinação.

A Folha de Londrina dedica, nesta edição do fim de semana (10 e 11), páginas especiais para falar de diferentes mulheres e suas histórias inspiradoras. Entre os múltiplos papéis que elas desempenham, ressaltam principalmente a missão de ser mãe.

Uma das reportagens trata de mulheres que são doadoras no Banco de Leite Humano do HU/UEL (Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina). O órgão ajuda recém-nascidos prematuros e doentes, internados em unidades neonatais, há três décadas.

O Banco oferta uma média de 1.722 litros de leite pasteurizado anualmente aos que precisam, recolhidos de unidades de saúde em Londrina, Rolândia, Cambé e Cornélio Procópio, que contemplam uma média de 1.885 pacientes.

Instituídos por lei em 2015, o Dia e a Semana Nacional de Doação de Leite Humano completam uma década de criação neste ano. A comemoração do Dia em todo 19 de maio é mundial, objetivando estimular a doação, promover debates sobre a importância do ato e aleitamento materno, além de divulgar os bancos de leite humano nos Estados e municípios.

O leite materno é capaz de reduzir em até 13% a mortalidade de crianças menores de 5 anos por causas evitáveis, sendo o melhor alimento para os recém-nascidos. O Brasil tem a maior e mais complexa rede de bancos de leite humano do mundo, sendo referência internacional por aliar baixo custo, qualidade e tecnologia.

Sabemos que diante dos primeiros desafios da maternidade, muitas mulheres enfrentam dificuldades para amamentar, seja por questões de saúde, emocionais ou estruturais. Por isso, a importância desses locais de apoio e amor, que salvam vidas e apoiam aquelas que não conseguem amamentar os filhos.

A doação de leite humano é um ato solidário e potente e pode representar a diferença entre a vida e a morte de um bebê internado em uma unidade de terapia intensiva.

A FOLHA deseja um feliz dia para todas as mães!

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