A pandemia, as eleições americanas, a campanha eleitoral correndo forte no Brasil, as queimas na Amazônia e Pantanal, os escândalos de corrupção. Vários temas complexos seguram a atenção do cidadão, que muitas vezes sai de casa – se não for do grupo de risco – e acaba não percebendo que este ano as ruas de Londrina vivem uma primavera de tirar o fôlego. A floração, principalmente dos flamboyants, modificou a paisagem, deixando-a mais alegre, contemplativa e colorida em vários tons de vermelho, justamente a cor da bandeira da cidade e da terra fértil que encantou os pioneiros que aqui chegaram há mais de 80 anos.

Nesta quinta-feira (5), a FOLHA publica o resultado de um “passeio” de nossos jornalistas nos lugares onde os flamboyants floresceram de forma magnífica e o resultado é a fotorreportagem nas páginas página 8 e 9. É difícil não perceber uma árvore tão frondosa.

Na cidade, essa espécie de planta dá nome a uma avenida e até a um edifício. Na UEL (Universidade Estadual de Londrina), as flores dos flamboyants se destacam em meio à natureza verde.

Muita gente que ficou meses em distanciamento social devido à pandemia e agora começa a sair de casa devido à flexibilização de serviços encontra cenários lindos.

Impossível não fazer uma analogia entre as mudanças que a primavera trouxe para as ruas de Londrina e o momento de crise que o mundo atravessa. A natureza vive em constante mudanças e renovação. A primavera com seu colorido e temperatura amena é tão percebida hoje porque no inverno os dias eram mais frios e cinza.

Ela está nos lembrando que tudo passa. É claro que é preciso estar receptivo para perceber as mudanças, como nas gerações de nossos avós e bisavós em que a interação existente entre homem e o meio ambiente era bastante frequente e próxima. Este é o momento ideal de fazer esse resgate e enxergar nossa relação de interdependência com a natureza e as lições que ela nos dá.

É um prazer ter você como leitor!

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