Os números da indústria automobilística em abril começaram de forma nada animadora. A produção nacional registrou queda de 4,6% em abril na comparação com março. O fluxo de clientes nas concessionárias, no entanto, aumentou após a entrada em vigor de uma iniciativa governamental.

O programa de incentivo às vendas de veículos de passeio proporcionou aumento de até 30% nas comercializações. Algumas lojas chegaram a relatar a falta de modelos mais básicos. A expectativa agora é que o governo decida sobre uma possível prorrogação do programa para manter aquecido esse setor da economia, que foi fortemente afetado pela pandemia de coronavírus.

Juros altos, aumento do endividamento, achatamento do poder de compra da população e paralisação das atividades nas fábricas dificultaram a retomada do setor. Neste cenário, a concessão de R$ 500 milhões em créditos tributários pelo governo federal ajuda a dar um fôlego ao setor

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Na segunda-feira (19), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços atualizou as informações sobre o programa. Dos R$ 500 milhões em créditos tributários oferecidos pelo governo, R$ 320 milhões já haviam sido utilizados, volume que corresponde a 64% do total. Diante da grande procura, a expectativa é que a medida seja realmente prorrogada.

Essa expectativa foi confirmada pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, que afirmou nesta terça-feira (20) que o fim do programa de incentivo para compra de carros zero quilômetro ainda não está definido. Para ele, a medida é um "sucesso" e mostrou que a redução de carga estimula vendas.

Uma preocupação das concessionárias é que a partir desta quarta-feira (21), com a extensão do benefício a pessoas jurídicas, podem faltar veículos.

E embora a medida de incentivo tenha contribuído para alavancar as vendas neste momento, profissionais do ramo afirmam que a solução para a crise do setor depende de outros fatores, como a facilitação do acesso ao crédito aliada a uma política de juros mais baixos.

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