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Londrina

Opinião 5m de leitura Atualizado em 21/12/2021, 05:40 assinante

EDITORIAL - Epidemia de gripe é sinal de que população `baixou a guarda´

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Folha de Londrina
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Neste mês de dezembro, com a queda no número de novos registros de Covid-19, um surto de uma outra doença vem chamando a atenção das autoridades brasileiras da área de saúde. É o caso das infecções por influenza, da cepa H3N2, que provocou uma epidemia no Rio de Janeiro e está presente em pelo menos 10 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal. O Paraná é um deles e por aqui o H3N2 chegou em 12 municípios (20 casos registrados) e fez uma vítima fatal em Maringá. Trata-se de uma mulher de 77 anos. A confirmação da morte  à imprensa veio na tarde desta segunda-feira (20) por meio de uma coletiva com o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Imagem ilustrativa da imagem EDITORIAL - Epidemia de gripe é sinal de que população `baixou a guarda´
|  Foto: Ricardo Chicarelli/11/04/2017
 

Entre as cidades próximas a Londrina, Cornélio Procópio está entre as que registraram ocorrências de gripe pelo vírus  H3N2, batizada de Darwin. O vírus que está causando a epidemia de gripe provoca sintomas semelhantes aos da Covid — tosse, congestão nasal, febre e dor muscular. Por isso é fácil confundir as duas doenças e as pessoas que apresentam esses sintomas precisam fazer o  exame PCR para descartar o Sars-CoV2. Necessário, portanto, que os Estados mantenham reforço nos testes para Covid.

No Rio  de Janeiro,  primeiro município a notificar a epidemia, cerca de 21 mil pessoas foram diagnosticadas com influenza nas três últimas semanas de novembro. 

Por que a preocupação se o vírus da gripe não é uma novidade e anualmente aparece por aqui? Especialistas lembram que normalmente ele ocorre nos meses de inverno, a partir do mês de maio. Agora, o H3N2 deu as caras justamente às vésperas do verão. Para os epidemiologistas, o aumento assustador dos casos de influenza é um sinal de que a população relaxou nas medidas de proteção, abrindo a guarda contra o vírus ao deixar  de usar máscaras, não obedecer ao distanciamento social e deixar de se vacinar contra a gripe no momento oportuno. 

A transmissão do H3N2 é muito parecida com o contágio do Sars-CoV2. Ela se dá por meio de gotículas que ficam suspensas no ar quando a pessoa gripada tosse, fala ou espirra. Ou por contato direto com indivíduos infectados. 

Médicos recomendam que se evite permanecer muito tempo em ambiente fechado com aglomerações, use máscaras de proteção e faça a higiene correta das mãos.

"O Paraná não está com surto de gripe e não há motivo de pânico neste momento", afirmou  Beto Preto. De acordo com ele, o surgimento de casos da Darwin tem uma relação direta com a redução da vacinação contra a influenza. "Diferente de anos anteriores, todos procuram agora a vacina contra a Covid e outras ficaram em segundo plano nas estratégias das famílias. Vale ressaltar agora que a recomendação do Ministério da Saúde é que não há necessidade mais de um intervalo entre a vacina da gripe e da Covid. As duas vacinas podem ser ministradas no mesmo ato", ressaltou. O Paraná tem um estoque de 700 mil vacinas contra a influenza. 

Apesar da vacina contra a gripe disponível neste momento não combater a nova cepa H3N2, a orientação da Sesa é para que as pessoas se imunizem. Não há motivo para pânico, mas não custa lembrar que apesar de muitas pessoas acreditarem que a gripe é uma doença simples, ela é causa de mortes todos os anos. A prevenção é a melhor atitude. 

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