EDITORIAL - É tempo de correr atrás do prejuízo


Folha de Londrina
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EDITORIAL - É tempo de correr atrás do prejuízo
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A rede municipal de ensino de Londrina está retomando as aulas presenciais após mais de um ano com aulas on-line, por conta das medidas restritivas contra a Covid-19. Desde o início do mês, os alunos das turmas de 5º ano do ensino fundamental estão assistindo às aulas nas escolas. De acordo com a própria Secretaria, cerca de 90% dos 45 mil estudantes retornaram. 


A retomada do ensino presencial começou em agosto, de forma escalonada. Já o fim do revezamento teve início neste mês, também por etapas. Na próxima segunda-feira (18), retornam os 3º e 4º anos e, no dia 25, os 1º anos. Os alunos do P4 e P5 são os únicos que vão continuar indo de maneira alternada. A expectativa é de que em novembro a secretaria atualize a situação dessas turmas. 


A secretária municipal de Educação, Maria Tereza Paschoal de Moraes, comemora a alta adesão ao retorno presencial e ressalta os protocolos de segurança. Ela explica que o envio das crianças para as escolas é opcional, mas que entre os 10% que preferiram manter os filhos em casa, é necessário manter contato com a escola, buscando as atividades e ajudando com as tarefas. 


Assim como outros setores, a educação foi diretamente atingida pelos efeitos da pandemia. Conforme reportagem publicada pela FOLHA na edição dessa segunda-feira, especialistas estimam que serão necessários ao menos dois anos para recuperar o deficit educacional causado pelo distanciamento social. É inegável que a tecnologia foi uma grande aliada neste momento, mas ainda há aspectos que ainda não podem ser supridos a distância, principalmente os relacionados à socialização.


A média de tempo que as escolas ficaram fechadas no país, cerca de 178 dias, é três vezes maior que a de países mais ricos, que conseguiram antecipar a segurança sanitária para o retorno às aulas.


Neste retorno, o desafio de nivelar o conhecimento dos alunos, sem deixar nenhum para trás, será imenso. O trabalho de amenizar a desigualdade por meio da educação com certeza se torna mais árduo. Aos professores, profissionais marcados, sobretudo, pela resiliência, caberá papel de destaque nessa hercúlea missão. 


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