EDITORIAL - É preciso evitar mais uma epidemia
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quinta-feira, 07 de janeiro de 2021
Folha de Londrina 
No início do ano passado, quando a pandemia da Covid-19 ainda não havia chegado ao Brasil, as autoridades de saúde pública chamavam a atenção para o combate à dengue. Nos meses seguintes, Wuhan desapareceu dos noticiários nacionais e o novo coronavírus, que parecia tão distante, chegou com força ao país, demandando todas as atenções.
A tão aguardada vacina ainda não chegou. Ainda é preciso manter os cuidados de distanciamento social, uso de máscaras e lavagem das mãos. Com tantos problemas prementes, é necessário que evitemos criar mais condições adversas para nos mantermos seguros e evitarmos o colapso dos serviços de saúde.
Facilitar a proliferação da dengue, neste momento, seria acrescentar uma epidemia a um país já debilitado por uma pandemia viral. Depois de uma estiagem histórica, a chuva volta a aparecer com frequência no Paraná, criando um cenário perfeito para a proliferação do Aedes aegypti. A mesma chuva também acelera o crescimento da vegetação.
Nesta semana, a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) começou a notificar proprietários de terrenos com mato alto pela cidade. De acordo com reportagem desta edição da FOLHA, a publicação no Jornal Oficial do município estabelece um prazo de 15 dias, a contar a partir de 4 de janeiro, para que os donos de lotes realizem os serviços de conservação, capina e roçagem do mato. O último dia para regularização é 19 de janeiro.
Após o prazo, a autarquia poderá fazer o serviço de limpeza e roçagem do terreno e o dono será multado no valor de R$ 3 o metro quadrado, já com as taxas administrativas inclusas. Um terreno de aproximadamente 250 metros quadrados gerará uma multa de R$ 800. A quem não executar o pagamento, uma vez que for comercializar o terreno, essa dívida estará em aberto.
O maior risco de terrenos com mato alto na zona urbana é que, na maioria das vezes, eles se tornam depósito irregular de resíduos que acabam por acumular água da chuva. Uma simples embalagem plástica escondida em meio ao matagal pode abrigar as larvas do mosquito da dengue até que eles se tornem adultos e continuem o ciclo.
De acordo com a Sesa (Secretaria da Saúde do Paraná), o Estado somava 1.192 casos de dengue entre agosto e início de dezembro, no atual ciclo epidemiológico. Não deixar que mais uma doença seja responsável por milhares de mortes é uma questão de cidadania. Seja mantendo os terrenos limpos, seja dando destino certo aos resíduos.
A FOLHA agradece a preferência


