EDITORIAL - Doar sangue, um protesto solidário
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sexta-feira, 26 de março de 2021
Folha de Londrina 
O prefeito Marcelo Belinati chamou a atenção da população em sua live do último domingo (21) quando criticou o grupo de pessoas que havia se manifestado, naquele dia, contra as medidas de restrição para conter o alastramento da Covid-19. O chefe do executivo londrinense sugeriu que da próxima vez os manifestantes façam um protesto solidário, doando sangue para os hemocentros.
"Toda manifestação é legítima, mas este não é o momento para isso”, disse o prefeito. E emendou: "Podem doar sangue, salvar vidas e ainda chamar a atenção para as pautas que defendem”.
O isolamento social vem impactando também nas doações feitas para os bancos de sangue. Esta semana, a FOLHA mostrou que No Hemocentro Regional de Londrina do HU (Hospital Universitário) da UEL (Universidade Estadual de Londrina), os estoques estão em 50% no momento. Na entrevista, o coordenador do Hemocentro de Londrina, Fausto Celso Trigo, disse que o baixo estoque coloca em risco vários tratamentos médicos em Londrina e região, especialmente naqueles em que o número de cirurgias é muito grande.
Para se ter uma ideia, o Hemocentro atende 22 hospitais que compõem a 17ª RS (Regional de Saúde), como HU, Santa Casa de Cambé e Hospital São Rafael de Rolândia, ambos na Região Metropolitana de Londrina. Por dia, são repassados, ao menos, 20 bolsas de sangue às instituições.
O apelo é que a população que têm condições de saúde e preenche os requisitos necessários procurem um banco de sangue para fazer a doação. Durante a pandemia, o Hemocentro do HU está trabalhando com metade da capacidade de atendimento e com hora marcada, para evitar aglomerações.
Para fazer a doação, a pessoa deve ter entre 16 e 59 anos (menores de 18 precisam comparecer com o responsável legal), pesar no mínimo 50 quilos e apresentar bom estado de saúde. Pessoas que foram infectadas com a Covid-19 há mais de 30 dias, e estejam recuperadas, poderão doar sangue. É preciso levar documento oficial com foto e não estar em jejum. O ideal é fazer refeição leve, uma ou duas horas antes da doação.
Quando o estoque de bolsas de sangue cai em um centro de coleta é sinal de que falta doadores, um cenário muito triste pois é uma doação que não tem custo. É simplesmente um ato de amor. O sangue não fará falta a quem doa e representa salvar vidas em muitos hospitais.
O prefeito tem razão em chamar a atenção da população para esse tema. Em um momento em que as aglomerações dos protestos de rua não são recomendadas, mais vale uma manifestação positiva, chamando a atenção para a pauta de interesse ao mesmo tempo em que pode ajudar a salvar vidas.
A Folha deseja saúde a seus leitores!


