Editorial - Divulgação pelo esporte
Divulgação pelo esporte
O Paraná, em especial Foz do Iguaçu, ganhou grande destaque durante o período de disputa da Copa América. A presença da Seleção Brasileira na cidade ao longo da disputa representou um verdadeiro ímã, atraindo atenções e provocando dividendos, ainda que o faturamento não tenha sido o esperado pelos comerciantes. Muita gente acabou indo para Foz por causa da Seleção. E mesmo quem não foi acabou vendo tudo, pôde ser brindado com belas imagens das cataratas. De quebra, ainda foi possível acompanhar momentos de lazer de algumas estrelas do futebol, o que serviu também para divulgar o outro atrativo permanente da fronteira, as compras no Paraguai.
Como tudo deu certo, inclusive a vitória brasileira na competição, e como o Paraná mostrou-se acolhedor - uma das características do Estado - vem aí uma nova promoção do futebol. O Pré-Olímpico, que vai ser disputado no começo do próximo ano, envolvendo 14 países do continente e que valerá vaga para as Olimpíadas da Austrália, será no Paraná. Desta vez, não apenas Foz do Iguaçu, mas outros pontos do Estado vão receber delegações, sediando uma das mais importantes competições do futebol, prevista para o começo do ano que vem. Outra vez, o Paraná será exibido ao Brasil e à América.
É incomensurável o efeito positivo que este tipo de exposição promove. O Estado é mostrado pela TV, pelos jornais, comentado nas emissoras de rádio, ganha reportagens nas revistas, fica em evidência durante um enorme período. É uma oportunidade fantástica para tornar o Paraná mais conhecido, praticamente sem gastos. Este é, sem dúvida, um dos dividendos que o esporte oferece e que precisa ser bem aproveitado, em todos os sentidos. O Estado tem atrativos naturais fantásticos. E pode ampliar seu marketing, aproveitando adequadamente promoções como estas.
Diante do efeito percebido pela presença da seleção principal no Estado, por longo tempo e pela possibilidade que se abre com o anunciado Pré-Olímpico, vale lembrar que é possível aproveitar-se também dos efeitos de outras promoções esportivas.
O Paraná tem, de certa forma, buscado este potencial do esporte, e não apenas no futebol. O atual governo investe no vôlei, no basquete e no atletismo, inclusive com programas para atender a coletividade com os chamados centros de excelência, o que é de enorme validade. E é certo que este tipo de investimento tem dado retorno. O vôlei feminino não só ganhou títulos, como divulgou o Estado. O basquete feminino também. E não se pode esquecer a excelente divulgação dada pelo basquete masculino a Londrina, do vôlei masculino a Maringá. Cada partida de uma equipe de vôlei e basquete que é mostrada pela TV, ainda que na rede a cabo, representa uma exposição de imenso valor, dá uma outra dimensão à cidade e ao Estado. Quando se percebe, ademais, a eficiência que a prática esportiva tem na formação dos jovens, então é possível completar o quadro de benefícios para o Estado.
Investir no esporte dá retorno quase que imediato. Não por outro motivo, algumas empresas multinacionais de porte gigantesco usam as mais diversas modalidades esportivas como base para sua divulgação. O que é necessário, então, é que a partir desta visão se multipliquem os investimentos, não se deixando só com o setor público a responsabilidade pelo incentivo ao esporte. A iniciativa privada pode se beneficiar muito, também, de investimentos no setor, ampliando a divulgação do Estado e ganhando com isto valoroso espaço nos meios de comunicação.





