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Londrina

Opinião

m de leitura Atualizado em 01/07/2022, 00:05

EDITORIAL - Compliance de igualdade de gênero nas empresas

PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 01 de julho de 2022

Folha de Londrina
AUTOR autor do artigo

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A saída de Pedro Guimarães da presidência da Caixa Econômica Federal, na quarta-feira (29), sob acusações de assédio sexual e moral, expõe uma situação que precisa ser enfrentada e prevenida nas empresas públicas e particulares. Uma apuração sobre as denúncias de funcionárias do banco estatal tramita na Procuradoria da República no Distrito Federal. O caso foi revelado pelo site Metrópoles, na terça (28).

As denúncias dão conta de toques indesejados, convites inapropriados, entre outras coisas. À reportagem, uma funcionária relatou ter sido puxada pelo pescoço e ter ficado em choque após o episódio. Segundo ela, os assédios de Pedro Guimarães aconteciam diante de todos, dentro e fora da instituição. Nos bastidores, integrantes do governo falam em assédio sexual e moral. Há relatos ainda de xingamentos a funcionários.

O episódio é especialmente delicado para o governo, porque ocorre em meio à tentativa do chefe do Executivo de melhorar a imagem junto ao público feminino. No lugar de Guimarães, assume Daniella Marques, braço direito de Paulo Guedes (Economia) e atual secretária de Produtividade e Competitividade da pasta. Em uma carta aberta à população, Guimarães negou as acusações e disse ser alvo de "rancor político em um ano eleitoral".

Os fatos têm que ser apurados de forma imparcial e com rigor. Tanto que um dia após a saída de Guimarães, o banco estatal começou a preparar um plano de ação para aprofundar as apurações sobre os relatos das funcionárias do banco. Daniella Marques também trabalha em um plano e disse que pretende instaurar um comitê de crise na companhia para apurar os acontecimentos narrados pelas vítimas e identificar outros possíveis envolvidos.

Comentários impróprios, convites impertinentes, insinuações, atos e contatos físicos forçados, dentro ou fora da empresa. Esses são alguns dos atos que a Organização Internacional do Trabalho define como assédio sexual. É mais comum que a prática envolva relações hierárquicas e vem acompanhada de coação e intimidação. Infelizmente, é  mais comum do que se imagina. 

É para prevenir situações como essa que muitas empresas vêm reconhecendo a importância de estabelecer o compliance de igualdade de gênero. Um dos objetivos é justamente oferecer às mulheres um ambiente de trabalho seguro, sem discriminação e com políticas contra assédio. Com essas garantias, as mulheres poderão ter uma trajetória de ascensão profissional e fazer da igualdade uma realidade. 

Obrigado por ler a FOLHA!