EDITORIAL - Bolsões para motos devem ser mais divulgados
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terça-feira, 12 de abril de 2022
Folha de Londrina 

Ninguém duvida da importância das motocicletas como meio de transporte. Elas são uma alternativa para melhorar a mobilidade urbana das grandes cidades, pois ocupam menos espaço e ajudam a diminuir a emissão de poluentes no ar. Mas há um lado muito preocupante quando analisamos os índices de motociclistas envolvidos em acidentes de trânsito. O último dado disponibilizado pelo Ministério da Saúde, referente a 2019, dá conta que os motociclistas mortos foram mais de 35% das vítimas fatais em acidentes naquele ano. Uma taxa tão alta mostra que esse meio de transporte precisa de atenção.
Em Londrina, a prefeitura está fazendo um teste com uma solução relativamente simples, os bolsões de proteção para motociclistas. Implantados há mais de um ano em dois semáforos da avenida Dez de Dezembro, na zona leste de Londrina, esses espaços ainda são desconhecidos e desrespeitados por muitos condutores de veículos. Essa é a constatação de quem passa pela via ou trabalha nas proximidades, entrevistados pela reportagem da Folha de Londrina.
Condutores de motos ouvidos pelo jornal consideraram que é uma ferramenta boa para o trânsito, mas os motoristas de carros, ônibus e caminhões desconhecem e acabam invadindo os espaços que deveriam ser ocupados pelos motociclistas.
Os bolsões de motos são áreas de espera para motocicletas junto aos semáforos, delimitada por duas linhas de retenção. Essa solução está prevista no Código de Trânsito Brasileiro. A ideia é que os motociclistas tenham um espaço exclusivo entre a faixa de pedestres e a dos demais veículos diante do sinal vermelho, e que possam sair antes dos veículos no sinal verde.
Em Londrina, o projeto de lei que prevê os bolsões foi aprovado pela Câmara de Vereadores em maio de 2019, com a expectativa de que os bolsões ajudem a reduzir acidentes de trânsito envolvendo motociclistas e tragam maior fluidez em vias mais movimentadas.

Na avenida Dez de Dezembro, além da sinalização horizontal que delimita a área dos bolsões, há placas verticais. Mas provavelmente elas não são suficientes para impactar os motoristas. Como todas as mudanças que envolvem a relação trânsito/cidadão, campanhas educativas cairiam muito bem.
Os bolsões implantados ainda estão em fase de teste e são essas análises que irão direcionar o órgão sobre a possibilidade de implantar novas áreas para motociclistas em outras vias movimentadas, como nas avenidas Arthur Thomas e Leste-Oeste.
Encontrar soluções como a dos bolsões de proteção são muito importantes. É urgente criar políticas públicas visando a segurança no trânsito que estejam vinculadas ao planejamento das cidades e a racionalização das redes de transportes urbanos.
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