Editorial - As primeiras medalhas


Folha de Londrina
Folha de Londrina

O final de semana foi marcado pelas primeiras medalhas brasileiras nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A primeira, de prata, foi conquistada por Kelvin Hoefler, 27, no skate, modalidade que estreia nesta edição no rol de esportes olímpicos.


A segunda, de bronze, veio do judô. O gaúcho Daniel Cargnin, 23, 13º no ranking mundial, conquistou a medalha de bronze na categoria até 66 kg após superar o israelense Baruch Shmailov, oitavo melhor do mundo.


O judô, esporte de luta de origem japonesa, é a modalidade mais premiada do Brasil nas Olimpíadas: 23, incluindo o pódio conquistado por Cargnin. São quatro ouros, três pratas e 15 bronzes.


São dez edições consecutivas, desde Los Angeles -1984, que o Brasil conquista uma medalha nessa modalidade nos Jogos. A primeira havia ocorrido 12 anos antes, em Munique-1972, com o bronze de Chiaki Ishii, nascido no Japão e naturalizado brasileiro.


Duas das medalhas de bronze foram conquistas pelo judoca natural de Rolândia, Rafael Silva, o Baby. 


Baby, que conquistou suas medalhas em Londres-2012 e Rio-2016, terá a chance agora, aos 34 anos, de ampliar sua coleção de medalhas.  Ele é o mais experiente entre os 13 judocas da delegação brasileira e é visto como um líder dentro do time, transmitindo tudo o que aprendeu para os atletas estreantes.


Ao contrário do judô, que tem uma trajetória consolidada nos Jogos, o skate estreia sob todos os holofotes. A modalidade traz um ar de modernidade e renovação para os Jogos Olímpicos da era moderna, criado em 1896 pelo francês Barão de Coubertin.

 

A “tábua sobre rodas” tem suas origens nos anos 1950, na Califórnia, onde surfistas improvisavam uma prancha para utilizar nos dias sem ondas nas praias. 


Aos poucos, o skate foi se descolando do surf. As piscinas vazias de casas de veraneio se tornaram pistas. Depois disso, os modelos de skate passaram por várias transformações e invadiram as ruas das cidades. Bancos, escadarias, corrimãos se tornaram obstáculos para manobras, o que fez com que o esporte fosse estigmatizado, com ar de marginalidade.


Mas no últimos anos, o skate passou por uma revolução, com a profissionalização dos atletas e ligas estruturadas. A medalha de Hoefler e as outras que devem vir em Tóquio coroam o esforço de muita gente que batalhou por esse sonho.


Os tempos olímpicos servem para nos lembrar da importância de se investir no esporte, este importante instrumento de transformação da sociedade.


Obrigado por ler a FOLHA

Como você avalia o conteúdo que acabou ler?

Pouco satisfeito
Satisfeito
Muito satisfeito
Assine e navegue sem anúncios [+]

Últimas notícias

Continue lendo