Onde há indústria há geração de riqueza. São Paulo é exemplo de como a industrialização turbina o PIB (Produto Interno Bruto), alavanca a criação de empregos, paga melhores salários e reflete positivamente nas outras atividades econômicas.

As inovações tecnológicas apresentaram um novo futuro nas áreas de logística e relação do trabalho mostrando que não é mais necessário a aglutinação de fábricas em uma mesma cidade ou região. Com a oferta de infraestrutura de qualidade e mão de obra qualificada é possível atrair para o interior do país grandes empresas e os benefícios que vêm junto com elas.

Nesta quinta-feira (8), a Atlas Schindler, que há 22 anos mantém planta industrial em Londrina, anunciou que vai transferir para a cidade as atividades administrativas do grupo. Com a migração dos setores de finanças, compras e atendimento, o quadro de funcionários na unidade deve passar de 280 para 680 trabalhadores.

É a primeira fase de expansão da unidade londrinense da empresa que fabrica elevadores. Segundo a Atlas, em seu planejamento estratégico de longo prazo, a planta londrinense alocará o novo Centro de Soluções Integradas, um ‘hub’ especializado em serviços administrativos baseado no conceito global de shared services. Trata-se de uma iniciativa da líder nacional em transporte vertical para promover uma maior integração entre as áreas, otimizar os processos e aumentar a produtividade. Há exceções, mas via de regra, em municípios onde há maior participação da indústria, o PIB também é maior e gera mais empregos.

Logística, oferta de matéria prima e até setores organizados em arranjos produtivos locais são requisitos que ajudam um município a atrair indústrias, assim como faz diferença que os governos locais consigam criar mecanismos para reforçar as aptidões regionais construindo um ambiente de negócio sólido e próspero.

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