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Londrina

Opinião

m de leitura Atualizado em 28/05/2022, 00:02

EDITORIAL - Adoção: ato de amor

Sem a adoção, os adolescentes passariam para a vida adulta sem uma experiência essencial, a convivência em família

PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de maio de 2022

Folha de Londrina
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A adoção de crianças e adolescentes é um dos maiores atos de amor que uma família pode ter. O menor de idade passa a ter uma família e contar com afeto e amor. Passa a ter a esperança de uma vida e um futuro melhores. Cuidados tornam-se parte da rotina de quem, muitas vezes, tem uma vida bastante sofrida. 

Grupos de apoios aos pais que adotam estão espalhados por todo o país. É o caso do Grupo Trilhas do Afeto, que acompanha 260 famílias que fizeram adoções, em reuniões mensais e que começam a serem retomadas presencialmente com a desaceleração de casos de Covid-19. Porque quem assume a responsabilidade por uma ou mais vidas também pode enfrentar momentos de turbulência, ter altos e baixos. 

O papel dos grupos de apoio, conforme explica o Instituto de Apoio a Adoção de Crianças e Adolescentes Trilhas do Afeto, o papel das instituições não é induzir os pais a tomar qualquer decisão. “A adoção é uma questão muito íntima, é imprescindível ser consciente do ato e os grupos podem ajudar a isso, nunca induzir a nada. A criança não pode mais sofrer traumas em uma segunda convivência familiar”, afirma o presidente da entidade, José Wilson de Souza. 

Uma notícia alentadora, de acordo com a juíza de direito da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Camila Tereza Gutzlaff Cardoso, é a mudança de perfil dos candidatos a adotar crianças. Segundo ela, a chamada adoção tardia, aquelas de crianças maiores de três anos de idade, tem se tornado mais comum. Esse movimento, aponta a magistrada, vem acontecendo nos últimos dez anos. 

Outras iniciativas que incentivam a medida são a simplificação nos processos e projetos como o Entrega Legal, que atende gestantes que desejam entregar o bebê para adoção legalmente. Ato que mostra que tem muito mais a ver com amor que com abandono. “É um direito de uma mãe entregar o seu filho para a adoção, isso elimina a cultura do abandono e também é um ato de amor”, comenta a juíza. 

A importância da adoção tardia é relacionada principalmente ao futuro dessas crianças. Sem a adoção, os adolescentes passariam para a vida adulta sem uma experiência essencial, a convivência em família. Iriam direto dos abrigos para a responsabilidade de “tocar a própria vida”, muitas vezes quase sem nenhum apoio. 

A pedagoga Maria Fernanda Bleck Vieira e o controlador de voo André Saulo de Barros Vieira são exemplo da formação de uma família por meio da adoção de crianças, sonho que os acompanhava desde solteiros. “A vontade de continuar adotando continua aqui. Se não fossem as limitações da vida prática, já estaríamos novamente na fila da adoção”, revela Maria Fernanda. 

Obrigado por ler a FOLHA!