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Londrina

Opinião

m de leitura Atualizado em 15/06/2022, 00:34

EDITORIAL - A vez dos carros `mais velhinhos´

PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 15 de junho de 2022

Folha de Londrina
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O motivo do aquecimento da venda de carros usados e seminovos não está bem claro. Para alguns, é a demora das montadoras em entregar nas lojas modelos zero quilômetro, enquanto outros acreditam que o preço do automóvel novo leva o consumidor para o mercado de segunda mão. 

É certo que a paralisia da indústria de carros novos, resultado da pandemia da Covid-19, acabou impulsionando as vendas de usados. E agora, depois de um período de baixa nas vendas entre o final de 2020 e início de 2021, o mercado de veículos usados e seminovos voltou a aquecer e as concessionárias especializadas já começam a ter dificuldades para repor os estoques e atender à demanda do mercado.

Balanço da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) divulgado no início do mês apontou alta de 24,9% nas vendas de maio na comparação com abril, totalizando 1.173.293 unidades comercializadas no país.

No Paraná, o mercado acompanha o crescimento nacional, com alta de 23,2% em maio na comparação com o mês anterior e 96.250 veículos vendidos, segundo levantamento da Assovepar (Associação dos Revendedores de Veículos do Paraná). Foi o melhor mês de vendas do ano. 

Para os próximos meses, a expectativa do empresário é que as vendas se mantenham em alta, pois o segundo semestre, via de regra,  já é melhor para os negócios nesse segmento. 

Segundo a  Assovepar, das 96.250 unidades vendidas em maio, 39,98% corresponderam a veículos com data de fabricação superior a 13 anos, chamados de “velhinhos”.  Na sequência, vem os “usados maduros”, com uma parcela de 23,34% das vendas, os “usados jovens”, com 22,80%, e, por último, os seminovos, com 13,88% do total das comercializações registrada no Paraná no mês passado.  

Esse perfil dos mais vendidos mostra que o consumidor está "envelhecendo" a procura, provavelmente para que o usado se enquadre no orçamento. O consumidor acaba revendo muitas vezes o seu padrão de exigência para encontrar um veículo que se encaixe em sua realidade financeira. Mas esse ajuste no objeto de desejo de muitos brasileiros não quer dizer que o comprador deva abrir mão de seus direitos. Quem busca um carro usado precisa estar atento nas condições da venda, observando documentação, procedência, estado de conservação, condições das peças, entre outros. Garantias não são apenas para quem adquire um veículo zero quilômetro. 

Obrigado por ler a FOLHA!