Alguns países como Inglaterra e Estados Unidos já começaram aquela que será a maior campanha de vacinação em massa da história.

Profissionais de saúde e idosos dos países que se anteciparam na compra do imunizante da Pfizer estão experimentando dias de paz no final de um ano extremamente difícil.

O Brasil ainda não tem uma programação definida de início da campanha de imunização. Em uma conversa do presidente Jair Bolsonaro com o filho Eduardo, deputado federal, o chefe da nação diz que não há motivo para “pressa” na compra e distribuição da vacina contra a Covid-19. A declaração foi gravada e compartilhada pelo parlamentar, em seu canal na internet. Jair Bolsonaro disse também que a pandemia está chegando ao fim.

É justamente na politização da vacina contra a Covid-19 que a FOLHA se debruça hoje em sua matéria principal. Não há dúvida que a vacina já existe e é realidade em países desenvolvidos. Por aqui, ainda é sinônimo de incertezas e imprecisões.

Não é só a vacina que preocupa. São os insumos e a logística, fatores esquecidos nas trocas de cadeiras do titular do Ministério da Saúde desde que a pandemia começou. Lembrando que o Brasil tem 211 milhões de habitantes, para vacinar menos da metade dos brasileiros, 100 milhões de pessoas, com duas doses, serão necessárias 200 milhões de vacinas e a mesma quantidade de agulhas, seringas, frascos, embalagens, entre outras coisas. Sem falar no desafio logístico de transporte e armazenamento.

Se não há clareza no processo de enfrentamento da doença, é nítida a disputa política e eleitoral que tomou conta da discussão no Brasil. Buscam o protagonismo o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, ambos de olho na eleição para a presidência da República em 2022.

À população resta assistir o embate dos dois políticos com a certeza de que vencer a doença passa por um caminho difícil e desafiante.

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