EDITORIAL - A pandemia em seu pior momento
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terça-feira, 26 de janeiro de 2021
Folha de Londrina 
Em seu pronunciamento semanal via redes sociais, no último domingo (24), o prefeito Marcelo Belinati deu o choque de realidade que o londrinense precisa encarar. O município vive o pior momento da pandemia da Covid-19. Na semana passada, segundo o prefeito, 38 pessoas morreram na cidade e, na sexta-feira (23), 11 pessoas vieram a óbito vítimas da doença.
O pronunciamento aconteceu um dia após um aniversário marcante. Foi em 23 de janeiro de 2020 que a China decretou em Wuhan o primeiro lockdown com restrições severas de locomoção, estágio que durou 76 dias.
Ainda conforme Belinati, 6.333 casos de Covid-19 foram confirmados neste mês até domingo (24) e a projeção é que os números batam o recorde de casos que foram registrados em dezembro, mês que chegou a 6.734 casos.
Realmente, não é hora de relaxar, mas de se conscientizar de que é preciso o máximo de cuidados, evitando aglomerações, utilizando máscaras de proteção e fazendo a higiene das mãos de forma incansável. Principalmente, porque as notícias de uma nova mutação do vírus, mais contagiosa ainda, dão conta de que o inimigo é muito poderoso.
O município de Londrina registrou mais de 28 mil casos da doença e 541 pessoas que perderam a vida no município para o vírus Sars-Cov-2 desde o início da pandemia. Dos 96 leitos de UTI Covid existentes na cidade, 89, ou seja, 93% estavam ocupados no último domingo (24).
Também no último domingo chegou ao interior do Paraná a primeira remessa do imunizante da Oxford/AstraZeneca e a expectativa da 17ª Regional de Saúde é atingir, com essas novas doses, 88% do público-alvo da primeira fase da Campanha de Vacinação contra a Covid-19. São mais 8.920 doses do imunizante que já foram distribuídas no mesmo dia aos 21 municípios da região. Faltarão ainda 3 mil doses para atingir 26 mil pessoas do primeiro grupo prioritário, que são 23.559 profissionais de sáude, 1.345 idosos em asilos e 1.096 indígenas.
Cerca de 200 vacinas contra o coronavírus estão em desenvolvimento no mundo em uma velocidade jamais vista pelos cientistas. Quanto mais imunizantes tenham a eficácia comprovada, mais chances teremos de sair dessa situação dramática. No ritmo de hoje, porém, é preciso encarar os fatos de forma realista. Vai demorar para as doses serem amplamente distribuídas e as restrições impostas para conter o contágio não poderão ser deixadas de lado.
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