Imagem ilustrativa da imagem EDITORIAL - A FOLHA e o capacitismo no vestibular da UEL
| Foto: Gilberto Abelha/UEL

Você sabe o que é capacitismo? De forma geral, é um tipo de preconceito que não enxerga uma pessoa com deficiência como um ser humano “normal”, mas sim como seres inferiores, de menor valor.

O assunto ainda pouco debatido, mas de extrema relevância na luta dos direitos das pessoas com deficiência , foi abordado em reportagem da FOLHA que foi adaptada como proposta de tema para o vestibular da UEL (Universidade Estadual de Londrina).

Para reforçar a importância do debate, a FOLHA volta a tratar do assunto em reportagem publicada nesta edição.

Muitas das expressões que usamos no nosso dia a dia são carregadas de preconceito. Alguns exemplos são: “Está cego?”, “Não entendeu ou ficou surdo?”, “Estou sem pernas para conseguir finalizar tudo isso!”.

Ao longo das décadas, as pessoas com deficiência conseguiram avanços importantes, mas ainda há muito a se avançar: seja em políticas públicas ou mesmo em questões comportamentais.

De modo geral, a convivência com pessoas com deficiência passa por não tratá-los como “coitadinhos” nem como “heróis”, mas simplesmente como cidadãos.

A reportagem traz alguns comportamentos a ser evitados, como tratar uma pessoa com deficiência de forma infantilizada, dirigir-se ao acompanhante e não a elas, ou mesmo afirma que Deus irá curar a deficiência.

Os personagens da reportagem da FOLHA comemoraram o fato do tema ganhar visibilidade na imprensa e no vestibular da UEL, o que contribui para que o capacitismo entre “no radar” dos jovens.

A pedagoga Martinha Clarete Dutra explica que o capacitismo compõe a relação de expressões que traduzem a desigualdade estrutural de nossa sociedade terminadas em ismo ou fobia, tais como: machismo, sexismo, racismo, xenofobia, aporofobia, homofobia, transfobia, lesbofobia.

Ela expõe que a palavra já consta no Volp (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa), mas continua ausente de muitos dicionários.

Ao dar visibilidade ao tema, a FOLHA cumpre seu papel de promover a cidadania, colaborando assim para derrubar preconceitos e formar uma sociedade mais justa e equânime.

Obrigado por ler a FOLHA!

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