Editorial - A expansão dos mocós
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sexta-feira, 10 de março de 2023
Folha de Londrina 
Morar ao lado ou nas proximidades de um mocó é um problema para muita gente em Londrina. De uma hora para outra, a tranquilidade do local pode ir embora por conta da ocupação irregular de espaços. O abandono de imóveis representa uma grave questão econômica e social.
A solução para esse tipo de questão depende da ação de diversos setores do poder público. De nada adianta a ação de uma área específica de forma isolada. Secretarias de Assistência Social e de Obras, Guarda Municipal. Todos esses braços têm como auxiliar na minimização do problema.
Em Londrina, os mocós estão espalhados pelos bairros, mas concentram-se com maior frequência na área central. Dados da Guarda Municipal apontam que, até a primeira quinzena de fevereiro, o município tinha ao menos 59 imóveis considerados em situação de abandono. O número é 110% maior do que o registrado em 2017, quando um trabalho de fiscalização indicou a existência de 28 prédios nessas condições.
Incumbida de verificar os mocós, o que foi definido em decreto, a GM constatou em 24 – dos 59 imóveis abandonados – indícios de ocupação, com presença de lixo e entulhos. Também foram qualificadas 33 pessoas em situação de rua e sua localização encaminhada aos órgãos competentes para providências, aponta a corporação.
A Secretaria de Assistência Social, por sua vez, relatou que recebeu, desde o ano passado, 14 solicitações de abordagem social em mocós com pessoas em situação de rua. Apenas seis locais já eram mapeados e atendidos.
A pasta pondera que a identificação do número de pessoas que vivem em mocós é variável e de difícil estabelecimento, já que a “mobilidade é constante”. Além disso, foram detectados muitos espaços que são utilizados “apenas” para consumo de drogas.
O que o londrinense espera é que o poder público atue no sentido de resolver a situação do aumento constante do número de moradores de rua em Londrina. Consequentemente, a redução dos mocós vai garantir mais segurança para moradores e comerciantes, que têm direito à tranquilidade para viver e trabalhar na cidade.
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