EDITORIAL - A chegada do inverno
Mais do que referências meteorológicas, essas informações devem se transformar em um chamado à ação
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sábado, 21 de junho de 2025
Mais do que referências meteorológicas, essas informações devem se transformar em um chamado à ação
Folha de Londrina 
Com a chegada oficial do inverno nesta sexta-feira (20), às 23h42, o Paraná e os outros estados da região sul se preparam para enfrentar um período tradicionalmente marcado por temperaturas mais baixas, chuvas escassas, formações de geada e nevoeiros persistentes.
Até aqui, nenhuma novidade, já que essas são características típicas da estação. Mas dados que o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná) traz para esse início de inverno merecem atenção da sociedade em geral e do poder público.
A previsão para os próximos dias revela chuva neste fim de semana (21 e 22), prolongando-se até segunda-feira (23) e uma queda acentuada nas temperaturas, especialmente a partir da próxima terça-feira (24), quando mínimas abaixo de 5°C devem atingir diversas regiões do Estado.
Em Londrina, por exemplo, espera-se que os termômetros registrem mínima de apenas 3°C e máxima de 13° C. Essa média se repete em outras cidades da Região Metropolitana.
De acordo com o Simepar, o inverno de 2025 no Estado deverá ter temperaturas mais baixas do que o inverno de 2024, porém levemente mais altas do que a média histórica.
A questão, agora, é o que fazer com esses dados apontados pelo Simepar. Mais do que referências meteorológicas, essas informações devem se transformar em um chamado à ação.
O frio intenso escancara desigualdades sociais e fragilidades estruturais. A população em situação de vulnerabilidade precisa de apoio urgente e coordenado. Iniciativas como campanhas de arrecadação de roupas de frio e a manutenção de abrigos temporários têm muita importância nesse contexto.
Outro ponto que merece destaque é a importância da informação precisa. O serviço Alerta Geada, desenvolvido pelo IDR-Paraná em parceria com o Simepar, é um instrumento muito relevante para produtores rurais, que podem tomar decisões mais seguras diante da possibilidade de perdas agrícolas causadas por baixas temperaturas.
Outro tema que precisa de atenção é a baixa adesão à vacina contra a gripe, que está a disposição gratuitamente nas unidades básicas de saúde. Responder sim à campanha de imunização é necessário devido ao aumento da incidência de doenças respiratórias nessa época do ano.
O imunizante ajuda a proteger contra formas graves da doença, internações e óbitos, além de reduzir a disseminação do vírus na comunidade.
As previsões para o inverno estão dadas, embora previsíveis. Mas estamos falando de uma estação que exige planejamento por parte do poder público e solidariedade da população.
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