Não há dúvida alguma que a deterioração do meio ambiente, em nosso planeta, está relacionada com crescimento desorganizado da humanidade. Toda essa desorganização está gerando uma anarquia demográfica em nosso sistema de vida. Isso, consequentemente, afeta in loco a população como um todo.
Como não poderia de ser, a culpa recai sempre nos países pobres, pois há um grande crescimento demográfico nos países subdesenvolvidos. Vale lembrar que os países ricos não se importam, em hipótese alguma, com a miséria desses países. Os países ricos alegam que a sociedade dos países subdesenvolvidos é o fator de desequilíbrio, pois há uma escassa distribuição de renda e um baixo padrão de consumo.
Em 80% do consumo mundial, 20% é praticado, exclusivamente, pela classe rica. Esse desequilíbrio é assustador, pois são eles, os países ricos, os grandes exploradores desses indivíduos. Destroem as nações, devastam a natureza, causando, assim, um grande desequilíbrio inimaginável do nosso ecossistema.
Educação ambiental, nesses países considerados desenvolvidos e por consequência ricos, não existe.
A humanidade, hoje, terá que sair em defesa do ecossistema. Há que se criar uma educação específica para proteger as espécies de flora e de fauna, isolando, assim, essa sociedade complexa e perversa. Temos que buscar meios de se fazer uma análise crítica do atual sistema.
Não há, costumeiramente, um feedback crítico a respeito das destruições e das explorações que os países de primeiro mundo causam ao nosso ecossistema, pois a mídia está compactuada com os mesmos. Esse questionamento não existe, porque eles são os dominantes da natureza, bem como da sociedade.
Os países ricos venderam, para o mundo inteiro, a idéia de que a miséria é o fator responsável pela degradação ambiental. Dessa forma, eles se excluem dos problemas existentes no planeta. Os dominantes usam esse discurso como uma estratégia, dentro de uma estrutura de poder. Tal discurso está comprometido, de antemão, com as regras do capitalismo industrial.
O ''discurso ecológico oficial'', hoje, está disciplinado para a construção de uma visão acordada com os interesses e desejos da sociedade burguesa/elitista. A ecologia é administrada conforme os interesses dos poderosos. Está claro que há uma luta incessante entre as diferentes concepções (interessado na exploração) e um projeto de educação ambiental, voltado para a sociedade como um todo.
Uma visão contemporânea e moderna da importância na educação ambiental, voltada para a preservação do nosso ecossistema, inexiste. Há a necessidade da implantação de disciplinas obrigatórias no currículo escolar, nos níveis de ensino fundamental, médio e superior. Caso essa conscientização não aconteça, a humanidade passará, em um curtíssimo espaço de tempo, por uma verdadeira tragédia. Nosso planeta está no limite.
Há necessidade, também, de uma globalização dessa conscientização, para que possamos salvar o que de mais precioso temos: a água potável, o ar puro que respiramos, os animais e as plantas. Só conseguiremos esse feito se houver uma cooperação de todos com todos, em prol da sociedade.
GILBERTO JORDÃO é professor universitário em Maringá

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