São Paulo O Brasil não corre perigo de contágio da crise argentina, mesmo com a moratória declarada ontem pelo presidente Adolfo Rodríguez Saá, afirmaram vários analistas financeiros. ''É evidente que a moratória vai afetar o Brasil a curto prazo, onde deve haver certo nervosismo e pressão nos mercados, mas o efeito será limitado. Nada que preocupe'', previu o economista chefe da Federação Brasileira de Associações de Bancos (Febraban), Roberto Troster.
Na avaliação do economista, os analistas externos estão diferenciando os dois mercados. ''O Brasil se preparou com um bom plano de ajuste fiscal e não há risco de contágio. Também não acredito na necessidade de uma reestruturação da dívida brasileira'', acrescentou Troster.
O presidente da Associação Nacional de Bancos de Investimentos (Anbid), Edmar Bacha, afirmou que a moratória argentina já era esperada e que não deve provocar grande impacto. O mercado brasileiro deve operar normalmente na quarta-feira, após o Natal, como ocorreu na sexta-feira passada, apesar da renúncia do presidente Fernando de la Rúa.
Segundo Luiz Carlos Costa, analista do Banco SulAmérica, a crise argentina foi tão anunciada que nenhum mercado reagiu. ''Todos estavam preparados para a situação, apesar de ninguém prever o resultado político e social. Isto confirma que o Brasil se preparou para o impacto argentino''.

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