Economia solidária quer atingir 80% da população produtiva
PUBLICAÇÃO
sábado, 24 de setembro de 2011
Redação FolhaWeb 
Auxiliar a população excluída no enfrentamento à pobreza, por meio do trabalho coletivo para produção e comercialização de bens e serviços através da autogestão, ou seja, sem patrão. Este é o objetivo da Economia Solidária (ES), que ganhou visibilidade nos últimos anos por conta do apoio do governo federal e de grande parte dos Executivos estaduais. O reflexo imediato disso é a criação de inúmeras cooperativas país afora, que são consideradas exemplos de inclusão produtiva.
O impulso ao setor também pode ser atribuído à organização promovida pelo governo federal. Uma das principais iniciativas foi a criação, em junho de 2003, da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego. O próximo passo é a aprovação do projeto de lei que prevê a criação do Fundo da Economia Solidária. O documento, já discutido em Conferências Nacionais do movimento, deve ser encaminhado pelo Ministério do Trabalho à Casa Civil em breve.
O economista Paul Singer é um dos idealizadores da ES no País. Para ele, o momento atual é de otimismo. ''A economia solidária está no auge no Brasil. Nunca tivemos tanto apoio'', avalia Singer, que participou do seminário ''A Sustentabilidade da Economia Solidária'', encerrado na sexta-feira na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
Confira a entrevista que o economista concedeu à repórter Marian Trigueiros.


