A CML (Câmara Municipal de Londrina) devolveu R$ 7,8 milhões aos cofres do município. Esse é o resultado das economias feitas pelo Legislativo no ano passado e representa 15,4% do orçamento de 2023, que foi de R$ 51 milhões. Em 2022, as “sobras” foram de R$ 5,5 milhões e, em 2021, pouco mais de R$ 8,7 milhões, ainda com Jairo Tamura (PL) na presidência.

Outras Câmaras da Região Metropolitana de Londrina também fizeram a devolução do montante economizado aos cofres das respectivas prefeituras, como Cambé, onde o Legislativo devolveu cerca de R$ 2,2 milhões para a Prefeitura. Em Rolândia, a devolução ficou em R$ 1,9 milhão.

À FOLHA, o presidente da CML, Emanoel Gomes, disse, por meio de nota, que mesmo com a devolução de recursos, o ano da CML “foi marcado pela modernização de suas atividades e estrutura”. Ele lembrou que foi iniciada reforma geral em sua sede e mudança para um imóvel provisório. "Também foi aprovada resolução que tornou as sessões mais ágeis, dando mais transparência ao trabalho parlamentar, reduzindo gastos com horas-extras e permitindo a implantação de tradução simultânea de Língua Brasileira de Sinais (Libras)”. Também apontou a adoção do sistema de telefonia por IP, substituição do mobiliário, computadores e softwares, além da licitação para substituição da frota atual.

O prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, disse que a devolução do dinheiro pela Câmara "demonstra que a gestão das finanças do legislativo de Londrina, comandado pelo seu presidente, Emanoel Gomes, tem sido muito eficiente e há respeito com o dinheiro público". Ele definiu o destino dos recursos que vieram do Legislativo. A verba será usada para obras, especialmente de recuperação asfáltica.

Em Rolândia, os recursos devolvidos pelo Legislativo também têm endereço certo. O dinheiro será usado na construção do Mercadão Ferroviário, espaço da antiga Estação Ferroviária.

A devolução do dinheiro não gasto pelas câmaras municipais para as prefeituras é uma demonstração de administração fiscal responsável, que estabelece um importante elo entre o legislativo e o executivo local. E, principalmente, garante que os recursos públicos sejam aplicados de maneira eficaz, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar dos cidadãos.

Além disso, estamos falando de um movimento que fortalece a confiança dos cidadãos nas instituições, pois a gestão pública se mostra transparente, eficiente, responsável e em conformidade com as necessidades da comunidade.

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