A economia informal vem crescendo menos que a economia formal no Brasil. O crescimento econômico, amparado pela geração de emprego, contribuiu para a redução da informalidade, também chamada por ‘‘economia subterrânea’’. A movimentação do setor deve atingir, até o final do ano, 17,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, o que representa um recuo de 1,1% sobre o total registrado em 2009. A projeção foi baseada na série da Pesquisa Mensal de Emprego da Fundação Getúlio Vargas (FGV), uma vez que os dados do ano inteiro ainda não estão consolidados. No total, a economia informal movimentou R$ 613 bilhões, valor que vem aumentando anualmente.
  Análises indicam ainda que, além da maior geração de emprego, o Sistema Integrado de Imposto e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (o Simples) também tenha contribuído para a redução da informalidade, fator saudável à economia.
  Os trabalhadores saem ganhando porque têm garantidos seus direitos trabalhistas e previdenciários, além do recebimento de benefícios, como 13º salário e férias. Já o governo lucra com a arrecadação maior. Por isso, talvez seja interessante o debate sobre a ampliação do limite faturado pelas empresas que possam ser enquadradas pela lei, o que estimularia ainda mais a formalidade. O limite atual é de cerca de R$ 3 mil por mês, valor baixo se for considerada a inflação. A ampliação do acesso ao crédito é outro fator que pode estimular a formalidade.
  No entanto, também não se pode deixar de lembrar, novamente, da alta carga tributária brasileira. O valor pago em impostos e tributos é alto, o que incentiva sobremaneira a informalidade, principalmente entre os pequenos. Esta afirmação é comprovada a partir da comparação de resultados de outros países. Segundo a FGV, em países desenvolvidos, a taxa média de informalidade é de 10% do PIB, sete pontos percentuais abaixo do Brasil. Por isso, apesar do resultado, é preciso criar outros meios que estimulem a formalidade.

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