É importante que o Paraná esteja preparado para o enfrentamento do ebola. Embora não tenha sido registrado nenhum caso no Brasil ou mesmo nas Américas e na Europa, os profissionais da saúde têm que estar preparados para identificar rapidamente a doença e para o seu correto enfrentamento. Nessa semana a Comissão Estadual de Infectologia se reuniu em Curitiba para discutir o assunto sobre uma possível introdução do vírus no Estado. Durante o evento foi feito um alinhamento de condutas entre os municípios, regionais de Saúde e hospitais com objetivo de prevenir a doença.
Atualmente, quatro países africanos registram surtos: Serra Leoa, Guiné-Conacri, Libéria e Nigéria. Foram confirmadas mais de mil mortes; as notificações passam de 1,8 mil. Estimativas ainda indicam que, em média, uma criança morre vítima do ebola a cada minuto. A situação é preocupante e exige que todos os países se unam para combater a doença e o seu avanço.
Há alguns anos, o mundo "assistiu" atônito o alastramento do vírus da gripe A. Na época, milhares de pessoas morreram, inclusive muitos brasileiros. Além disso, a ocorrência da doença gerou um certo pânico entre a população que, preocupada com uma possível contaminação, chegou a mudar hábitos. Deve-se ressaltar que não é o mesmo cenário agora, mas, de todo modo, é importante que todos estejam preparados. O Ministério da Saúde, inclusive, já reforçou os procedimentos em portos e aeroportos para identificação de casos suspeitos e ativou um centro de operações de emergência para monitorar as informações sobre a doença.
Embora o Ministério considere "improvável" a possibilidade de uma pessoa infectada com o vírus ebola entrar no Brasil, o "reforço" nos procedimentos de segurança deveria ser padrão até para evitar o alastramento de outras enfermidades. O País tem que seguir as recomendações da Organização Mundial de Saúde e deve estar preparado para o enfrentamento de doenças.

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