A apreensão com a propagação do coronavírus chegou ao Brasil depois que os casos confirmados começaram a se multiplicar e até mesmo um integrante do primeiro escalão do governo Jair Bolsonaro foi infectado.

Se no primeiro momento as autoridades brasileiras duvidaram da veracidade da pandemia decretada pela ONU (Organização das Nações Unidas), nestas quinta e sexta-feira (12 e 13), líderes políticos e lideranças de órgãos públicos e privados começaram a divulgar suas estratégias e restrições para minimizar os efeitos da pandemia que está abalando os serviços de saúde pública de muitos países e as principais economias do planeta.

As decisões no Brasil seguem os planos que vizinhos latino-americanos começaram a adotar com base nas restrições implantadas por países europeus, além de Canadá e Estados Unidos.

Felizmente nada tão dramático como o que está acontecendo com a Itália que por meio de uma medida sem precedentes colocou todos seus habitantes em quarentena. Os italianos só podem sair de casa por motivos comprovados de saúde, trabalho ou comprar itens básicos de sobrevivência.

Assim como na Itália, Portugal adotou restrições drásticas, como a suspensão de aulas e visitas a lares de idosos. A França proibiu qualquer reunião ou evento que reúna mais de 100 pessoas.

Na América Latina, Colômbia e Peru decidiram impor uma quarentena de 14 dias para quem chega de outros países com foco de transmissão. Chile, Guatemala, Argentina e El Salvador têm protocolo parecido.

Por aqui, grandes eventos que reúnem centenas ou milhares de pessoas estão sendo cancelados ou adiados e as empresas estão utilizando mais reuniões online do que presencial.

No Paraná, que até sexta-feira (13) tinha seis casos confirmados, as reações também estão sendo de preparação. Universidades públicas e privadas estão montando comissões de enfrentamento ao Covid-19, as escolas municipais de Londrina vão distribuir kits de higiene e a Arquidiocese divulgou orientações para as missas, como evitar dar as mãos ao rezar o Pai nosso e omitir o abraço da paz.

O mundo está apenas começando a entender todas as implicações e ramificações do novo coronavírus. Manter a calma é essencial e nesse primeiro momento é crucial cuidar da população de risco, principalmente os idosos.

Atender as orientações dos médicos e autoridades também é importantíssimo, principalmente em relação a seguir as restrições impostas por todas as esferas do poder público, seja municipal, estadual ou federal. É hora de pensar no coletivo.

O comportamento, hoje, precisa ser no sentido de prevenir a contaminação e evitar sofrimento e mortes desnecessárias. Por enquanto, seguir as orientações básicas de higiene das mãos e manter distanciamento social parecem ser as principais aliadas no combate ao Covid-19.

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