Os números apresentados pelo Movimento Todos Pela Educação (TPE) escancaram o quanto o Brasil tem que melhorar no quesito educação. Apesar de ter aumentado a quantidade de crianças e jovens na escola, e da qualidade do ensino persistir como um importante desafio a ser superado, o País não conseguiu atingir as metas estabelecidas para o percentual de alunos que deveriam concluir os ensinos Fundamental e Médio nas idades adequadas no ano passado.
A entidade desenvolve ações educacionais e atua como órgão fiscalizador do Plano Nacional de Educação aprovado pelo Congresso Nacional neste ano. A meta proposta era que ao final do ano passado pelo menos 71,3% dos alunos concluíssem o Ensino Médio com até 19 anos, idade considerada adequada para o término da educação básica. O índice nacional apurado ficou em 54,3%; o Paraná conseguiu atingir 64,6% desse público. Para o Ensino Fundamental, o proposto era alcançar 86,4% dos adolescentes com até 16 anos, mas o apurado foi de 71,7% a nível nacional; o percentual estadual foi de 78,8%.
Os índices demonstram claramente que as políticas sociais, que ligam transferência de renda à permanência na escola, pouco têm contribuído para melhorar o cenário no Brasil. Até foram registrados avanços desde o início do monitoramento, em 2007. Conforme a série histórica, naquele anos e nos dois seguintes houveram melhorias, mas a partir de 2010, o progresso foi pequeno. Por isso, mudanças na atual política se tornam extremamente necessárias.
É preciso direcionar investimentos, melhorar a infraestrutura das escolas e investir em treinamentos para os professores. Outro item de fundamental importância que deve ser discutido são as mudanças na forma de ensinar. A nova geração não se contenta mais em permanecer sentada por horas ouvindo explicações monótonas ou copiando longas matérias do quadro negro. É preciso evoluir e encontrar novas formas de prender a atenção desses jovens.

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