O Brasil é um dos campeões mundiais em burocracia. Excesso de leis editadas diariamente, inúmeros procedimentos exigidos para instalação de empreendimentos e a corrupção instalada entre agentes públicos e privados contribuem sobremaneira para emperrar investimentos. Tudo isso não énovidade ao empresariado e aos brasileiros.
No entanto, começa a ganhar força uma movimentação que luta para desburocratizar o País. Em Londrina, por exemplo, entidades empresariais lançaram o Fórum Permanente pela Desburocratização das Leis – Destrava Londrina. Em seu primeiro manifesto, o tom dos trabalhos fica claro: "é preciso desmontar o arcabouço de leis que desencorajam a iniciativa empresarial". Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), em 25 anos, desde a promulgação da Constituição Federal, foram publicadas 4,7 milhões de normas, o que atinge uma média de 784 a cada dia. É um montante absurdo.
Esse excesso facilita a corrupção, além de criar inúmeras brechas e gerar interpretações diversas sobre um mesmo texto. Desta forma, são favorecidos os empreendedores com mais condições econômicas. É inegável. Portanto, a bandeira da "desburocratização" deve ser uma luta de toda a sociedade, não apenas dos agentes envolvidos diretamente com a questão. País, Estados e municípios precisam gerar empregos e tributos. É necessário que o Brasil encontre o círculo virtuoso do crescimento econômico. O modelo de desenvolvimento que estimula o consumo interno e baseado na distribuição de renda se mostra defasado. Isso foi importante sim em um determinado período, mas está ultrapassado. A economia precisa ser movimentada e a desburocratização faz parte desse processo.
Por isso, se faz importante a união de forças. É importante que Executivo, Legislativo e entidades empresariais se unam e trabalhem em prol de um objetivo comum. É claro que a população não pode ser prejudicada, que a vizinhança em torno do empreendimento não pode perder sua qualidade de vida ou ter a sua rotina alterada significativamente. No entanto, também não se pode criar tantas barreiras para receber investimentos. É preciso avançar.

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