Estados e municípios que não conseguiram atingir a meta de vacinar contra a poliomielite pelo menos 95% das crianças com até cinco anos devem começar a semana refazendo a lição de casa. Na sexta-feira, a campanha de imunização contra a pólio, iniciada em junho, chegou ao fim, mas apenas dez Estados haviam alcançado o índice mínimo – felizmente, o Paraná está entre eles.
  Mas, mesmo no Paraná há 74 municípios que não alcançaram a meta estipulada pelo Ministério da Saúde, como é o caso de Londrina, Ibiporã, Rolândia, Apucarana, Cornélio Procópio, Santo Antônio da Platina, Paranavaí, Pato Branco e Ponta Grossa.
  Não há justificativas para a baixa procura pelas doses da vacina contra a paralisia infantil nesse quase um mês de campanha. Trata-se de uma doença infecto-contagiosa viral aguda que atinge principalmente crianças com até cinco anos. A realização periódica de campanhas de vacinação tem mantido o Brasil com o certificado internacional de erradicação da doença.
  O último caso de paralisia infantil foi registrado no Brasil em 1989, mas pais e autoridades não podem relaxar na prevenção. O vírus causador da doença ainda circula pelo menos por 35 países. A doença é considerada endêmica pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Afeganistão, na Nigéria, no Paquistão e na Índia. O Congo e a Angola já estiveram livres do problema, mas voltaram a registrar novos casos.
  Até a última sexta-feira, a média nacional de vacinação era de 92,9%. A meta mínima do governo federal é vacinar 13,5 milhões de crianças – o Brasil tem 14,1 milhões de menores de cinco anos. Os municípios e Estados que não atingiram o índice devem se debruçar na tarefa de prorrogar a campanha e de buscar formas diferentes de comunicação com o público – no caso, adultos que não levaram crianças aos postos de saúde para receber as gotinhas. Os pais precisam entender que essa é uma ação de responsabilidade e amor para com os filhos.

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