Buenos Aires - O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, anunciou no programa de rádio Conversa com o Presidente que dentro de alguns dias anunciará um novo plano econômico para o País. E disse ainda: ‘‘Estamos trabalhando com os melhores especialistas do mundo para encontrar uma saída para a crise que assola o país.’’
Duhalde admitiu que a situação da Argentina chegou ao extremo e disse que há poucas possibilidades para que neste novo plano tenha equívocos. O presidente ainda saiu em defesa própria ao dizer que em três semanas não poderia ter solucionado os problemas que afligem o país há décadas.
O presidente argentino salientou também que ‘‘enfrenta o maior desafio da história do país’’ e afirmou sentir-se incomodado com alguns comentários segundo os quais o governo não tem transparência ‘‘e que falta rumo’’. ‘‘O rumo que temos é o da Argentina produtiva’’ - declarou.
Seguindo uma linha que seu ministro das Relações Exteriores, Carlos Ruckaulf, estreou na semana passada, de eximir o governo de responsabilidades pelos problemas bancários que as pessoas estão enfrentando, Duhalde se disse irritado com a demora dos bancos em cumprir as medidas de flexibilização do ‘‘corralito’’. ‘‘Eles deram um tratamento vergonhoso aos correntistas. Se continuarem assim, serão punidos’’, ameaçou.
O presidente tentou ser simpático com os manifestantes que fazem panelaços, como os da sexta-feira, afirmando que entende as reclamações. Mas alertou que ‘‘a dor (pela crise) não pode gerar uma tragédia ainda maior’’. (Leia mais sobre o assunto na página 8)

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