São Paulo – O presidente Eduardo Duhalde afirmou ontem que, para ser um ‘‘país normal’’, a Argentina deve preservar o peso e garantiu que não irá dolarizar a economia. ‘‘A Argentina tem que ser um país normal e países normais têm moeda. Somente dois países no mundo, Equador e Panamá, dolarizaram suas economias, fora os Estados Unidos, e ambos vão muito mal’’, disse Duhalde, em seu programa semanal de rádio.
Ele defendeu o atual regime de flutuação do peso, dias após ter levantado a hipótese de adotar, de novo, o sistema de conversibilidade – em que o governo determina a paridade entre peso e dólar.
O presidente demonstrou ainda estar otimista com a perspectiva da liberação de recursos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo ele, a aprovação do Orçamento, na última semana, pela Câmara dos Deputados, e um acordo de redução do déficit das Províncias foram essenciais. Na próxima quarta, uma missão do Fundo deve chegar ao país, embora o organismo ainda esteja reticente sobre possíveis empréstimos aos argentinos.
‘‘Estou convencido de que irão nos escutar. A Argentina propõe um caminho distinto daqueles dos últimos anos. Tenho certeza de que teremos apoio’’, declarou, a respeito da missão do FMI. Para ele, o país precisaria de uma ajuda na casa dos US$ 23 bilhões.
Duhalde ainda fez críticas aos ex-presidentes Carlos Menem (1989-1999) e Fernando de la Rúa (1999-2001).

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