Drogas exigindo combate intensivo
A cada novo desbaratamento de quadrilhas traficantes de drogas imagina-se que o mal seja atenuado ou até extinto, mas tal não ocorre e a prática continua, aparentemente com a mesma intensidade. A Polícia Federal tem agido e alcançado grandes resultados nas investigações e as conseqüentes prisões, como se tem visto pelo noticiário, mas como idênticas operações têm prosseguimento contínuo, imagina-se que a atividade criminosa do tráfico recria-se em si mesma e nunca acaba. Na última semana dez traficantes foram presos, em Ponta Grossa, um deles segundo a PF figurando entre os maiores do Brasil. Pensa-se que, com uma detenção como esta, haja um desdobramento de desarticulação da máquina, porque um agente graúdo em mãos, como este, é um trunfo para a Polícia, pelas delações que pode fazer e que fará, se pressionado. Fugas, libertações, têm colocado novamente nas ruas e para a volta à ação criminosa muitos desses homens, e mesmo a partir do cárcere eles agem, como notoriamente se sabe. A rede é vasta, interconectada fora e dentro das prisões e além-fronteiras, e assim a roda viva do poderoso negócio das drogas parece nunca parar. Esse poder é sem dúvida vigoroso, pelas suas ramificações internacionais e envolvendo muito dinheiro e poder, mas não imbatível se todos os contingentes da segurança nacional forem ativados e colocados a serviço dessa batalha. Efetivos existem, que não apenas os das Polícias Federal, Civil, Militar e Rodoviária, porque o Exército nacional ainda não foi convocado. São mais de 300 mil homens em armas e todo o arsenal móvel terrestre, fluvial e aéreo que podem ser acionados, só faltando uma ordem, que deve emanar da Presidência da República. As Forças Armadas são treinadas mais especificamente para operações de guerra, mas em tempo de paz com as nações, porém de inquietação ante a presença desses inimigos perigosíssimos que são os traficantes e as forças do crime organizado no geral, é hora de repensar a utilização dessa valiosa reserva que compõe os quadros da segurança nacional. Já tarda a deflagração de um combate intensivo a essa chaga social representada pelo tráfico de drogas, que leva à desgraça, sobretudo, jovens consumidores e os formiguinhas distribuidores, estes no mais dos casos adolescentes pobres que estão se matando nos acertos de contas. E não só a batalha contra os traficantes, mas também contra a bandidagem que assalta e mata e vem encurralando a população, cada vez mais estreitamente. O apelo às Forças Armadas é um grito contido da população, porque a situação afeta a segurança nacional.





