Uma escola estadual da Zona Norte de Londrina ganhou espaço nos veículos de comunicação brasileiros por conta de uma situação complexa. Uma câmera instalada no banheiro feminino da escola flagrou uma estudante de 14 anos com uma pequena quantidade de cocaína escondida junto à bateria do telefone celular. Detalhe: quem passou a droga para a menina foi um outro adolescente, também de 14 anos, aluno da mesma instituição.
São três polêmicas em um só caso. A primeira, que já rendeu muita discussão, é quanto à instalação da câmera no banheiro. Mesmo que focalize apenas as pias, há pessoas que se sentem constrangidas sendo filmadas no banheiro. O diretor ganhou apoio dos pais dos alunos e, depois do flagrante da cocaína, as manifestações estão sendo de aprovação.
A descoberta da cocaína com a adolescente assustou a comunidade escolar. O diretor contou que até então já havia apreendido maconha e a intenção das câmeras era prevenir roubos e atos de vandalismo. Mas a imagem do entorpecente escondido no celular foi uma surpresa, embora, infelizmente, a presença de drogas nas escolas não seja novidade. Trata-se de um problema muito atual e uma discussão complexa.
No caso da adolescente de Londrina, embora a droga tenha sido descoberta em um ambiente escolar, não é um problema restrito a professores, diretores e pedagogos. A questão diz respeito aos familiares e à sociedade em geral. As escolas precisam estar preparadas para debater de forma informativa e preventivamente não só temas como consumo de drogas, mas a curiosidade pela ingestão de bebidas alcoólicas e o tabagismo.
Tratar incansavelmente do tema em sala de aula é uma estratégia que deve render frutos positivos, contanto que o assunto comece a ser discutido desde a pré-adolescência, quando os jovens começam a ter curiosidade para experimentar coisas novas.

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