Drogas, álcool e juventude
O número de atendimentos hospitalares ligados ao consumo de álcool e drogas cresceu 595% no município de Londrina entre os anos de 2007 e 2011. A reportagem publicada pela FOLHA, na edição de ontem, faz parte do Perfil Epidemiológico, documento disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde pela internet. Em 2007, foram 22 atendimentos, enquanto em 2011, foram 131 registros.
A faixa entre 20 e 29 anos foi responsável pela maioria das ocorrências (51%). Jovens de 15 a 19 anos representavam 30%. Em 2011, verificou-se aumento nos casos de intoxicação entre as mulheres, passando de 16,4% em 2010 e chegando a 25,6% em 2011. Autoridades alertaram que na maior parte das intoxicações há ingestão combinada de álcool e drogas, principalmente crack e cocaína. O número de overdoses pode ser ainda maior, pois há ocorrências que não são informadas à Secretaria de Saúde.
Pesquisa divulgada no final do ano passado pela Universidade Federal de São Paulo apontava o Brasil como o maior mercado mundial de crack e o segundo de cocaína. O consumo cada vez mais cedo de álcool entre os adolescentes também desafia os programas de prevenção. A bebida passou a fazer parte da rotina de meninos e meninas. Facilidade para comprar o produto, pressão de grupos de amigos e a falta de limites na família são pontos que agravam o problema.
Um passo importante é questionar sobre o fato de que o consumo de drogas e álcool cresce, apesar das campanhas de conscientização, lançadas todos os anos. Onde elas estariam falhando? O problema é antigo e será muito difícil de solucionar caso o poder público, a família e as escolas não caminharem juntos. A prevenção é a arma mais importante contra as drogas e o abuso no consumo de álcool.





