DOS EDITORES
No passado (distante) não havia a pressão do horário de fechamento. A Redação fechava quando desse porque o jornal circulava em Londrina e nas proximidades. Assim, se estivesse pronto às 6 da manhã, tudo bem. Meia hora depois, estava na casa dos assinantes e nas ruas, sendo vendido.
O tempo passou, o jornal ampliou a área, as coisas mudaram. Hoje, jornal fecha cedo. A gente está até acostumado a ver jornal de domingo sendo vendido na tarde de sábado.
Para os jornalistas, especialmente os editores, isto criou um problema adicional: o dead line, horário final de fechamento. Como as notícias, muitas vezes não se vinculam a este tipo de preocupação, os problemas eram inevitáveis. Fechar mais tarde atrasava o esquema, prejudicava a circulação. Fechar mais cedo poderia ser pior porque podia ser prejudicial à divulgação da notícia.
Na atual reformulação editorial da Folha foi criada uma solução que pode ser considerada salomônica: os editotes têm um horário final para fechar as páginas de suas editorias. Mas se houver alguma coisa acontecendo que tenha desfecho depois, existe a alternativa da atual terceira página, esta que traz o recado dos editores e que também publica as últimas notícias.
Ao leitor, só se exige que crie outro hábito: além de ver toda a vitrine dos principais assuntos na capa do jornal e de acompanhar os fatos nos diferentes cadernos ou editorias, deve observar a página 3 que apresenta os últimos fatos. A preocupação é, sempre, dar ao leitor a informação completa. Apesar da pressão do horário.
Estelio Feldman





