Algumas notícias causam tristeza. Outras, indignação e revolta. A informação divulgada ontem pela editoria Geral é capaz de provocar todos esses sentimentos. Conforme a pesquisa, divulgada feita Organização Internacional do Trabalho (OIT), os adolescentes estão sendo aliciados mais cedo para trabalhar no tráfico de drogas, nas favelas do Rio de Janeiro. O trabalho mostrou que, no início da década de 90, a média de idade para ingresso no crime era de 15 a 16 anos. Agora, adolescentes entre 12 e 13 anos traficam drogas.
Conforme o levantamento, a maioria dos traficantes-mirins acredita em Deus e 30% deles pertencem a igrejas evangélicas. Revelou que têm em média quatro anos de estudo abaixo da média de escolariadade dos cariocas que é de oito anos e que pertecem à camada mais pobre da comunidade.
O que motiva o ingresso no crime, para quem está na faixa dos 13 anos, é a necessidade de ser aceito pelo grupo. Já os acima de 14 anos buscam dinheiro, ação e identidade com o grupo. Para aguentar a pressão, 90% consomem maconha.
As crianças e adolescentes revelaram aos pesquisadores que poderiam abandonar o tráfico se encontrassem uma companheira honesta e conseguissem guardar muito dinheiro para mudar de cidade. A maioria não vai conhecer outra realidade. A pesquisa revelou que, em geral, os menores morrem antes de um ano na atividade.
Luka Morais

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