Uma das manchetes do caderno de Economia de ontem foi o lucro recorde alcançado pela Sanepar em 2001. O superávit da companhia foi justificado pelo aumento médio das tarifas de água e esgoto. Fácil aumentar a receita em 12% com um ‘‘simples’’ reajuste do valor cobrado por serviços essenciais à população: fornecimento de água e tratamento de esgoto.
Enquanto o material econômico mostrava ao leitor o perfil da empresa e repassava números sobre os serviços prestados e o faturamento da companhia, na Página do Leitor, espaço diário reservado à opinião de assinantes e não-assinantes, o morador de Goioerê, Sérgio Toreto, retratava sua indignação com as tarifas praticadas pela Sanepar e os reajustes compulsórios.
Na carta enviada à Redação da Folha, o leitor questiona o aumento praticado um mês após a majoração anunciada em dezembro do ano passado, quando as taxas tiveram elevação de 12%. Ele revela seu inconformismo pela falta de divulgação do aumento e vai além: quer saber se a Sanepar passará a reajustar mensalmente as tarifas de água e esgoto, se a companhia considera irrisória cobrança de 80% sobre o consumo da água a título de tratamento de esgoto, além do custo de R$ 122,00 pela instalação da rede. Perguntas que precisam ser respondidas.
Luka Morais

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