‘‘Os órfãos da greve’’, título da chamada de capa da reportagem deste domingo sobre as consequências da paralisação de professores e funcionários da Universidade Estadual de Londrina (UEL) na economia, cultura, ciências, tecnologia e saúde do Norte do Paraná, retrata de maneira imparcial os prejuízos que este movimento causa em áreas fundamentais. O taxista que faz ponto nas proximidades do campus, a dona da mercearia que reclama do desaparecimento da clientela, o administrador de lanchonetes que reabre estabelecimento esperançoso, o imobiliarista sem inquilinos, o sindicalista do ramo de hotéis que informa sobre a necessidade de financiamentos para cobrir o rombo no setor, e a proprietária de pensionato que mostras as camas vazias, são personagens de uma realidade que entristece. Três jornalistas passaram a semana na busca destas pessoas, entre elas algumas favoráveis ao movimento dos servidores, outras analisando intransigência em pelo menos uma das partes envolvidas no impasse. O resultado permite ao leitor uma leitura sobre as aflições e as angústias de quem depende economicamente de uma instituição de ensino superior, cujo papel, como se percebe, extrapola o ensino, a ciência e a tecnologia.
Walter Ogama
Chefe de Redação

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