Desde que a Folha promoveu sua reforma gráfica, o leitor vem tendo a oportunidade de conhecer, através desse espaço, os bastidores da notícia: da produção dos textos, análise do material fotográfico, definição do que será destacado na primeira página, enfoque das notícias e as dificuldades enfrentadas no dia-a-dia pelos repórteres, redatores e editores. Mas é no período que antecede os feriados prolongados – em que a maior parte dos trabalhadores aproveita para descansar, passar momentos de maior contato com os familiares, viajar e desfrutar do lazer – que, em geral, o trabalho nas redações dos jornais se torna mais difícil.
‘‘Já está todo mundo em ritmo de Carnaval’’, comentou a jornalista Telma Elorza, responsável pela edição das páginas Opinião e Últimas Notícias. Ela constatava desde o início da tarde que o volume de cartas enviadas ao jornal era menor que em dias ‘‘normais’’.
Também os repórteres encontraram dificuldades para localizar as pessoas a serem entrevistadas. Muitas estavam desde a manhã com os celulares desligados, levando os repórteres a buscarem outras fontes de informação. Independente do grau de dificuldade, os fatos do dia precisam ser noticiados.
Em Londrina, porém, a sexta-feira foi bastante movimentada. Para provar que nem toda autoridade passa a chave da cidade a Momo e descansa por alguns dias, a administração municipal decidiu mostrar trabalho e, entre outros acontecimentos, até para o Igapó apresentou um projeto. Mais no início da noite, uma equipe de jornalismo correu a Rolândia. Presos da cadeia local haviam iniciado uma rebelião. No final do expediente, já quase madrugada, a torcida era por um feriadão tranquilo, não para evitar trabalho aos jornalistas. Mas para que se possa fazer uma reportagem sobre um final de Carnaval sem violência.
Luka Morais
Chefe de Reportagem

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