A seção de Cartas deste jornal é uma tribuna aberta aos cidadãos e vê-se que, agora com o advento da Internet, ela tem alcance mundial. E não apenas este setor do jornal mas a edição inteira. Hoje, quem escreve em importantes veículos de comunicação está escrevendo para o mundo. A difusão das idéias ganhou amplitude, de forma tão vasta que não se a imaginaria dez anos atrás. Isto também aumentou a responsabilidade do que se fala e se escreve publicamente. Através da seção de Cartas, a Folha quer que a opinião de todos se manifeste, mesmo que contrarie a posição do Jornal ou critique a qualidade de seu conteúdo e a sua política editorial. O que os leitores pensam acerca do trabalho jornalístico é uma questão que agrada aos editores. Não há que haver excesso de zelo dos leitores em, eventualmente, poupá-las de críticas. Mesmo que o leitor não deseje que elas sejam publicadas, não deve omitir-se de fazê-las – pessoalmente, por telefone, pela infovia, por cartas. Os editores desejam consolidar esse espaço do leitor – que por ser nobre foi colocado na página 2, a primeira da parte interna do jornal – como tribuna livre onde pontifiquem, sem temor, todas as idéias, para criticar ou elogiar, eis que também para certos elogios exige-se independência e coragem.

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