Um buraco de rua não sinalizado é uma perigosa armadilha para o ciclista, o motorista, o motociclista e o pedestre. O primeiro pode ter uma dessas crateras que se abrem no asfalto depois das chuvas e das obras como risco para a sua vida e prejuízo para a sua condução. O segundo até conseguiria fugir bruscamente do obstáculo, mas se em velocidade arrisca-se, numa manobra de desvio, a bater no veículo do lado ou avançar perigosamente para a calçada. O terceiro, da mesma forma que o primeiro e o segundo, está sujeito a uma queda violenta – como se alguma queda não o fosse – e a um desvio arriscado. E o quarto é somente vítima, porque seguro da consciência de todos os responsáveis pelo reparo do asfalto, pode estar caminhando por uma calçada – um espaço que existe para ele – e ser colhido por um veículo desgovernado ou por pedaços de peças que voaram durante uma colisão. Previsões pessismistas são estas. Mas quando um repórter e um repórter-fotográfico trabalham na produção de reportagem que trate de um simples buraco de rua, o dever profissional obriga ambos e os demais componentes da produção a pensarem nos riscos que tal buraco pode representar para todos que convivem na sociedade onde ele foi ‘‘cavado’’. Problemas que parecem comuns são eventualmente trabalhados como crônicas. Recentemente, a seção denominada Nossa Cidade, na página Giro, do caderno Folha Paraná, publicou dois textos. Um sobre o ponto de ônibus da Avenida Celso Garcia Cid, em Londrina, logo abaixo da Rua Mato Grosso, que não dispõe de cobertura para aliviar os usuários do calor do sol ou da água da chuva. Outro sobre as poças de água que se formam em vários pontos da cidade depois das chuvas, e que ameaçam os pedestres de serem banhados quando um carro passa em alta velocidade. Infelizmente, ninguém responsável se manifestou junto ao jornal sobre estes problemas.

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