O confronto entre exército e rebeldes das Farc fazem 29 vítimas fatais na Colômbia. Em Santo André (SP), a morte do prefeito comove a população e deixa mais evidente ainda que a violência adquire proporção incontrolável no Brasil. Um operário morre com a explosão de um tanque em Curitiba. Notícias ruins, infelizmente, ocupam as páginas dos jornais. São acontecimentos que aborrecem não só os leitores dos jornais, no momento, talvez, que eles folheiam páginas, durante o café da manhã, procurando por leituras que tragam boas novas. Da mesma forma, no trabalho de fechamento da Folha, a equipe de plantão no domingo lamenta, analisa, discute formas de fazer as páginas terem um aspecto mais alegre. Mas se deparam com os acontecimentos ruins, que quando transformados em textos, são notícias ruins. Não há como escondê-las e nem ao menos camuflá-las. Devem ser noticiadas com isenção e imparcialidade, para que cada leitor, ao folhear o seu jornal, possa ter informações corretas e, a partir delas, ter o seu ponto de vista sobre o que acontece no Brasil e no mundo. Assim ele poderá contribuir na busca de soluções para tantos problemas. O jornal, como formador de opinião, tem que mostrar o que é bom e o que é ruim. Mas nem sempre as notícias boas conseguem disputar o mesmo espaço que as ruins, apesar do esforço que não é só do jornal, mas de toda a sociedade.

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