Em busca de notícias




O primeiro domingo de 2002 deixa o ambiente na Redação da Folha tenso. ‘‘Até a tevê está dando notícia de ontem’’, diz um jornalista, preocupado com a aparente tranquilidade do dia 6 de janeiro. Mas o jornal é feito de notícias e o objetivo é informar o leitor. São quase 19 horas e repórteres já voltaram das ruas com poucas novidades e outros buscam novas notícias pelo telefone, principalmente nas delegacias de polícia. O que não pára em Londrina é a violência, que a cada dia está estampada em nossas páginas. Editores consultam as agências de notícias e a Internet, mas a constatação é de que ‘‘o dia está fraco’’ – expressão muito usada pelos jornalistas quando não se têm grandes notícias. Todos já começam a pensar no fechamento das páginas, inclusive a capa, vitrine do jornal e parecer final sobre a edição do dia. Aos poucos, a edição de segunda-feira começa a ganhar forma e a ficar encorpada, até que por volta das 22 horas o jornal está pronto para a impressão. Mais um ‘‘dia fraco’’ foi vencido pela equipe da Folha.

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