Natal, 25 de dezembro de 2001. Na Redação da Folha não há descanso. Os setores de pré-impressão e impressão também estão a postos, esperando a chegada das primeiras páginas da edição de quarta-feira. Em breve, os funcionários que encartam os cadernos e o pessoal da distribuição também se colocará de prontidão. É feriado, mas o jornal tem que sair e, para jornalistas, gráficos e demais envolvidos na produção diária da Folha, o almoço de Natal já ficou para trás. A janta será longe dos familiares. Pelas ruas de Londrina, algumas equipes de reportagens checam acontecimentos. Em Curitiba, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Apucarana, Campo Mourão, Umuarama, Guarapuava e Ponta Grossa, equipes de plantão também buscam notícias, que terão os fatos que as envolvem conferidas e depois integrarão um texto. A equipe de Curitiba não poupa nem os políticos. Um repórter telefona para o senador Roberto Requião. Em Londrina, um repórter e um fotógrafo vão para as ruas da cidade com um objetivo. Querem fotos e depoimentos de pessoas que tiveram um Natal de poucas alegrias. Visitam favelas, bairros carentes, localidades distantes. Conversam com pessoas que pouco têm a dizer. Fotografam e, neste ponto, as fotos dizem: nada a brindar. Outra equipe checa os acontecimentos policiais e se depara com notícias tristes. É Natal, mas também os fatos que causam indignação devem ser mostrados. A editoria de Economia analisa as informações que chegam da Argentina, onde a crise econômica, social e política causa estragos de dimensões incalculáveis. A editoria de Cidade trabalha na produção de reportagens daquele que será o primeiro caderno no novo formato editorial e gráfico adotado pela Folha de Londrina no dia 23. Enquanto isso, mensagens são recepcionadas pelo e-mail. São cartas de leitores, artigos opinativos, material de agências de notícias chegando. É Natal. Dia de muito trabalho na Redação de um jornal.

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