Em um experimento realizado pela área de neurociência social da Universidade da Califórnia foi possível compreender melhor o que ocorre no cérebro de uma pessoa quando ela é rejeitada. Durante o estudo, o cérebro era examinado por um aparelho de ressonância magnética enquanto pessoas voluntárias jogavam um jogo eletrônico, quando, de repente, na metade do jogo, uma pessoa era excluída da brincadeira.

Quando a pessoa descobria que tinha sido eliminada, ela expressava um sentimento de raiva por ter sido julgada e excluída. Mas quem é que nunca passou por situações semelhantes em algum momento da vida?

O que não sabíamos é que a parte do cérebro responsável por esse sentimento de exclusão (o córtex cingulado anterior) é a mesma que causa a dor. Desta forma, o sentimento de rejeição provoca no cérebro o mesmo tipo de reação da dor física.

Mas o que isso tem a ver com a sua corporação? Tudo! O nosso cérebro vê o ambiente de trabalho como um sistema social. Esse vilão mina o clima organizacional e se torna uma ameaça à diversidade e, principalmente, a inclusão, pois faz com que a pessoa não se sinta pertencente ao time e apresente baixo desempenho para criar e tomar decisões e, assim, ela tende a deixar a empresa.

Pessoas que se sentem excluídas ou que não são reconhecidas no trabalho experimentam fortes impulsos neurais, similares a uma pancada na cabeça. Por isso, é importante que os líderes aprendam a entender essa dinâmica para conseguirem engajar seus colaboradores, fazendo com que eles se sintam pertencentes ao time.

Essa habilidade de conduzir o cérebro social dos colaboradores para alcançar um desempenho mais eficiente se tornará um dos grandes diferenciais da liderança no futuro. E você, está preparado para ser um líder colaborativo que se conecta com seus colaboradores de forma empática e inclusiva?

CRIS KERR é palestrante, especialista em diversidade, empoderamento feminino e familiar, idealizadora do Fórum Mulheres em Destaque e do Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão.

■ Os ar­ti­gos de­vem con­ter da­dos do au­tor e ter no má­xi­mo 3.800 ca­rac­te­res e no mí­ni­mo 1.500 ca­rac­te­res. Os ar­ti­gos pu­bli­ca­dos não re­fle­tem ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião do jor­nal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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